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Latim Clássico

Latim clássico

O latim é uma língua pertencente ao grupo itálico da grande família das línguas indo-européias. Falado na cidade de Roma e na província do Lácio, no século I a.C. estendeu-se a toda a Itália e seguidamente à parte ocidental da Europa, desde a atual Romênia até Portugal, vindo dar origem às línguas latinas. Foi língua de literatura e lingua franca na Europa inteira durante a antiguidade romana e a idade média européia.

Origem

O latim é um idioma original da região itálica do Lácio que ganhou grande importância por ser o idioma oficial do antigo Império Romano. O latim deu origem a um grande número de línguas européias, denominadas românicas, ou neo-latinas, como o português, espanhol, o francês, o italiano, o romeno, o galego, o occitano, o rético, o catalão e o dalmático - este, já extinto. Durante séculos depois da queda do Império Romano, o latim continuou a ser utilizado em toda a Europa como língua culta. Atualmente é idioma oficial na Cidade do Vaticano.

Características

É caracterizado por ser uma língua flexiva. No caso dos substantivos e adjetivos a flexão é denominada declinação, no caso dos verbos, conjugação. Existem no latim clássico seis formas que pode tomar cada substantivo ou adjetivo, ou "casos": nominativo (sujeito e predicado nominal), vocativo (indica a segunda pessoa gramatical), acusativo (objeto direto), genitivo (indicando posse ou especificação) e ablativo (complementos circunstanciais), assim como restos de um caso adicional indo-europeu: o locativo (indicando localização, por exemplo Urbi, na cidade.

História

O lugar ancestral da língua latina corresponde exatamente ao Vetus Latium, uma região consideravelmente muito menor do que hoje é a Itália. Estava limitada pelo rio Tibre ao norte, pelo curso baixo do rio Anio a nordeste, pela cadeia dos Apeninos a leste, pelo território Volsciano ao sul e pelo Mar Tirreno a oeste. Quando a influência militar e política de Roma se espalhou, a língua latina também se difundiu tanto nas cidades como nas zonas rurais, mesmo que com características dialetais próprias. Há uma série de datas que marcam a expansão de Roma e com elas a sua língua: em 241 a.C. a Sicília se torna província romana; em 238 a.C. também a Sardenha e a Córsega; em 197 a.C. a Espanha; em 146 a.C. A África; em 167a.C. a Ilíria; em 120 a.C. a Gália Meridional; em 50 a.C. a Gália Setentrional; em 15 a.C. a Retia e por último, em 107 d.C. sob Trajano, a Dácia. O próprio nome de Roma não só não é latino como também provavelmente sequer seja indo-europeu, provavelmente derivado do gentílico etrusco Ruma, sendo o adjetivo latinus um derivado do topônimo Latium (que pode significar comarca plana em oposição à montanhosa Sabina). Do ponto de vista lingüístico, o latim faz parte da família indo-européia, na qual representa uma área marginal do grupo de línguas kentum. Juntamente com o osco, umbro e falisco pertence ao ramo itálico de línguas indo-européias. Historicamente seus períodos podem ser assim divididos:
- Pré-clássico, do século VII a.C. ao século II a.C.. As inscrições mais antigas procedem do séclo VII a.C. Nos séculos III e II a.C. a literatura faz sua aparição, sob influência grega (Plauto, Terencio).
- Clássico, do século II a.C. ao século II d.C. A idade dourada da literatura latina.
- Latim Vulgar, incluindo o período patrístico, do século II ao V d.C. Onde se inclui a Vulgata de São Jerônimo e as obras de Santo Agostinho.
- Período Medieval, do século VI ao século XIV. A literatura latina continua mas surgem as línguas romances.
- Do século XV até agora. Redescoberta do latim da idade dourada no Renascimento. O latim vulgar continua sendo usado pelos eruditos até o século XVII, como Isaac Newton, e pela Igreja Católica Romana (obrigatório até meados do século XX). Após a sua transformação em línguas romances, o latim continua fornecendo um repertório de raízes para muitos campos semânticos, especialmente culturais e técnicos, para uma ampla variedade de línguas.

Dialetos

A difusão do latim por um território cada vez mais vasto teve duas conseqüências: a primeira, que o latim, ao entrar em contato com línguas diversas, exerceu um influxo mútuo mais ou menos considerável; a segunda, de certo modo conseqüência da primeira, que o latim foi se diferenciando nas diversas regiões. Enquanto os laços políticos com o centro eram fortes, as diferenças eram limitadas, mas quando esses laços enfraqueceram até se romper completamente, as diferenças se acentuaram. Geralmente, as populações submetidas desejavam elevar-se culturalmente adotando o latim, coisa que ocorre sempre que dois povos entram em contato: prevalece lingüisticamente o que possui maior prestígio cultural. Dessa forma Roma conseguiu fazer prevalecer o latim sobre o etrusco, o osco, o umbro, o galo, e apenas sobre parte do grego, cujo prestígio cultural era maior. As populações submetidas, federadas, etc., antes de perder sua língua em favor do latim, atravessaram um período mais ou menos longo de bilingüismo; de fato, algumas das línguas pré-romanas tiveram no território romanizado considerável vitalidade durante muito tempo.

Escrita

A mais antiga e famosa evidência epigráfica latina que se conhece está na
Lapis niger, que foi encontrada em 1899 e está datada entre os séculos VI e V a.C. A escrita está em “bustrofédon” e a leitura está sujeita a debate mesmo as palavras estando claras, mas por estarem fragmentadas complica sua interpretação. Sem dúvida, parece ter um caráter jurídico-religioso a julgar por algumas palavras. A escrita é intermediária entre o alfabeto etrusco e o latino.

Gramática

Ao latim falta a variedade e flexibilidade que o grego possui, talvez reflexo da natureza prática do povo romano, mais preocupado com o governo e com a administração que com o pensamento especulativo. Em contraste com o grego, o latim não possui artigo determinado. Há três gêneros, que vêm assinalados pelas terminações nominais
-us, -er tipicamente masculinas, -a feminina e -um neutra, ainda que nem sempre essas normas sejam consistentes, como por exemplo, nauta “marinheiro” é masculino, enquanto mulier “mulher”é feminino. Os substantivos têm dois números e seis casos. O adjetivo concorda com seus referentes gêneros, números e casos. A numeração de 1 a 10 é: “un-us/-a/um, duo/duae/duo, tres/tria, quattuor, quinque, sex, septum, octo, novem, decem”;11 undecim, 12 duodecim, 13 tredecim, 20 viginti, 30 triginta, 100 centum. Os verbos são transitivos ou intransitivos e as formas verbais finitas ou infinitas. O pronome interrogativo é quis (masculino e feminino) “quem?”, quid “que?”. Quis possui formas plurais qui, quae, qua. O demonstrativo é is/ea/id, hic/haec/hoc “isto”; ille/illa/illud “isso”. Os pronomes pessoais são: singular ego “eu”, tu “tu”; plural nos “nós”, vos “vós”. Para a terceira pessoa se usam os demonstrativos is/ea/id. A ordem das palavras é muito livre na fase do latim antigo, e no latim posterior a ordem sujeito, verbo e objeto se estabelece definitivamente.

Casos no Latim


- NOMINATIVO - Sujeito e Predicativo do Sujeito (no exemplo, tanto
Staphyla - sujeito - e serua - predicativo do sujeito) - Ex: Staphyla serua est.
- ACUSATIVO - Objeto Direto (e alguns adjuntos adverbiais) - Ex: Staphyla Phaedram amat.
- GENITIVO - Adjunto Adnominal Restritivo (indicando posse) - Ex: Amica Staphylae etiam serua est.
- DATIVO - Objeto Indireto - Ex: Phaedra seruae rosam dat.
- ABLATIVO - Adjetivo, Adjuntos Adverbiais (no exemplo abaixo, a preposição
cum é obrigatória por tratar-se de pessoa e rege o ablativo) - Ex: Cum amica ambulat.
- VOCATIVO - Vocativo, como no Português - Ex: Domine, cur laudas discipulas?

Fontes


- http://www.proel.org/
- http://www.ethnologue.com/

Páginas externas


- [http://www.latim-basico.pro.br/ www.latim-basico.pro.br] Curso de Latim disponível gratuitamente na Internet
- [http://la.wikipedia.org/wiki/Pagina_prima Wikipedia em Latim]
- [http://la.wikipedia.org/wiki/Hymnus_Brasiliensis Hymnus_Brasiliensis] Hino Nacional Brasileiro em latim.
- [http://www.yleradio1.fi/nuntii Notícias em Latim], escritas e faladas (RealAudio). Categoria:Línguas Categoria:Línguas indo-européias Categoria:Línguas litúrgicas e sagradas als:Latein ja:ラテン語 ko:라틴어 simple:Latin language th:ภาษาละติน zh-min-nan:Latin-gí

Roma

Roma é a cidade capital da Itália (e antigo Império romano) e uma comuna com o mesmo nome, na região do Lácio, província de Roma, com cerca de 2.546.804 (2001) habitantes. Estende-se por uma área de 1.285 km2, tendo uma densidade populacional de 1.981 hab/km2. Conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna, Roma espalha-se pelas margens rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, e Celio. Segundo o mito romano, os fundadores foram Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, e símbolos da cidade. No interior da cidade encontra-se o estado do Vaticano, residência do Papa. É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização europeia. Conserva inúmeras ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império romano e do Renascimento. Tem mais de 3,33 milhões de habitanates na sua zona metropolitana.

Geografia

zona metropolitana de Roma.]] Roma faz fronteira com as comunas de Albano Laziale, Anguillara Sabazia, Ardea, Campagnano di Roma, Castel Gandolfo, Castel San Pietro Romano, Ciampino, Colonna, Fiumicino, Fonte Nuova, Formello, Frascati, Gallicano nel Lazio, Grottaferrata, Guidonia Montecelio, Marino, Mentana, Monte Porzio Catone, Monte Compatri, Monterotondo, Palestrina, Poli, Pomezia, Riano, Sacrofano, San Gregorio da Sassola, Tivoli, Trevignano Romano, Zagarolo. É banhada pelo Rio Tibre.

História

Segundo a tradição Roma teria sido fundada no ano de 753 a.C. por Rómulo. No começo fora governada por reis, mas tornou-se uma República em 509 a.C. (de acordo com a tradição). A cidade cresceu e, no final da República, Roma era a capital de um vasto império em volta do Mar Mediterrâneo. A população de Roma crescia paralelamente, tanto que no seu auge, durante o século II, chega a possuir mais de um milhão e meio de habitantes. O seus aquedutos transportavam mais de um milhão de metros cúbicos de água, mais água do que chega à Roma moderna. Admite-se que Roma tinha cerca de 45 000 prédios de apartamentos onde viviam cerca de 1 600 000 pessoas. Com o fortalecimento do Cristianismo na cidade, no século III d.C., o Bispo (que depois passaria a ser chamado de Papa) de Roma tornou-se a maior autoridade religiosa na Europa Ocidental. Papa A partir de meados do século III, com o começo das invasões bárbaras no Império Romano, que eventualmente invadiriam por várias vezes a cidade, causou um fluxo de habitantes da cidade para o campo; quando o Império Romano ruiu (476), pouco mais de 50 mil habitantes ainda moravam na cidade. A cidade de Roma estaria em mãos bárbaras (e apoiada economicamente e politicamente pelos Impérios Bizantinos) por pelo menos mais quatro séculos, quando em 756, Pepino III derrotou os Lombardos. Roma passaria a ser capital dos Estados Pontifícios até 1870, onde o Papa era a autoridade máxima do Estado. Roma passou a ser a capital da nova Itália unificada de Garibaldi, em 1871. Em 11 de fevereiro de 1929, Benito Mussolini estabeleceu, em uma série de acordos com o papado, o Estado independente do Vaticano, cedendo um pedaço de 0,44 km² da cidade de Roma ao novo país. Roma sofreu pesados bombardeamentos e foi também o palco de várias batalhas da Segunda Guerra Mundial, embora a cidade tenha sofrido menos danos que outras cidades controladas pelo Eixo (como Berlim ou Varsóvia). Roma foi capturada pelos aliados em 4 de junho de 1944, sendo a primeira capital de uma potência central do Eixo a cair. A cidade foi palco de um crescimento acelerado nos anos que se seguiram à gurera. Com cerca de 240 mil habitantes à época da unificação italiana, a cidade cresceu para 692 mil em 1921 e 1.6 milhão em 1962. Em 1960, a cidade sediou as Olimpíadas de Verão.

Monumentos

Olimpíadas de Verão.]] Roma está repleta de remanescências do passado. Destacam-se visitáveis o Coliseu, o Panteão, os Fóruns Imperiais (zonas comerciais da Antiga Roma), todos da época do Império. Durante o Renascimento, foi contruída a Basílica de São Pedro na praça homónima, e numerosas igrejas foram reedificadas ou erguidas (São João de Latrão, Jesus, São Pedro de Vincoli, Santa Maria Maior, etc.) dotadas de obras dos maiores mestres do Renascimento, que residiram na cidade: Michelangelo Buonarroti, Donatello, Rafael, Bernini e muitos outros contribuíram para fazer de Roma o pólo central da arte renascentista. São também famosas as numerosas praças, perfeitos exemplos da arquitectura urbana teorizada pelos mestres do Renascimento.

Transportes

Roma é circundada por uma auto-estrada circular de cerca de 60 km de perímetro, designada de Grande Racordo Anulare (grande cordão anelar), que intersecta todas as grandes estradas que datam da Roma Antiga, como a [http://www.iterconficere.net/salaria.htm Salaria], a [http://www.iterconficere.net/nomentan.htm Nomentana], a [http://www.iterconficere.net/flaminia.htm Flaminia], [http://www.iterconficere.net/cassia.htm Cassia], [http://www.iterconficere.net/aurelia.htm Aurelia], [http://www.iterconficere.net/portuense.htm Portuense], [http://www.iterconficere.net/appia.htm Appia], [http://www.iterconficere.net/tuscolana.htm Tuscolana], etc. — todas elas partem do centro de Roma para o exterior. Entretanto, o centro histórico de Roma condiciona o tráfego numa zona designada de ZTL, Zona de Tráfego Limitada: apenas se pode circular com a viatura dentro da ZTL em horários específicos. Ao nível do transporte aéreo, Roma é servida por três aeroportos: Leonardo da Vinci, civil, situado entre Roma e Fiumicino, Giovan Battista Pastine, ao longo da Via Appia, civil e militar, e o aeroporto da Urbe, a 6km do centro, ao longo da Via Salaria.

Economia

Fiumicino O turismo possui um papel vital na economia de Roma, dado o status da cidade como um dos mais famosos e mais conhecidos destinos turísticos do mundo. A cidade é também um centro bancário e financeiro, embora ultrapassado por Milão. Outros destaques são o marketing e a moda (roupas de griffe).

Símbolos e curiosidades

Cores: amarelo e vermelho, representando, respectivamente, o cristianismo e o império. Feriados municipais:
- 21 de abril: fundação (aniversário) da cidade
- 29 de junho: festa dos padroeiros da cidade

Cidades geminadas


- Nova Iorque, EUA
- Paris, França


- Roma Antiga, para uma lista de tópicos relacionados com o Império e República de Roma
- Coliseu de Roma


- [http://www.compart-multimedia.com/virtuale/ Virtual Roma]: Virtual panoramas and photo gallery (ita/ing)
- [http://digilander.libero.it/fotogian/roma.html Foto de Roma]
- Categoria:Cidades da Itália Categoria:Comunas da Itália Categoria:Comunas do Lácio Categoria:Comunas de Roma Categoria:Capitais da Europa categoria:Cidades de peregrinação religiosa als:Rom ja:ローマ ko:로마 simple:Rome


Século I a.C.

Milénios: segundo milénio a.C. - primeiro milénio a.C. - primeiro milénio d.C. Século II a.C. - Século I a.C. - Século I

Eventos


- A República Romana dá lugar ao Império Romano.
- Nascimento de Jesus Cristo, por volta de 6 ou 5 a.C..

Personagens importantes


- Otávio Augusto, Imperador romano.
- Cícero, político e escritor romano.
- Cleópatra VII do Egipto, faraó do Egipto.
- Horácio, poeta romano.
- Júlio César, político e general romano.
- Marco António, político e general romano.
- Ovídio, poeta romano.
- Virgílio, poeta romano.

Décadas

Década de 90 a.C. | Década de 80 a.C. | Década de 70 a.C. | Década de 60 a.C. | Década de 50 a.C. | Década de 40 a.C. | Década de 30 a.C. | Década de 20 a.C. | Década de 10 a.C. | Década de 0 a.C.

Anos

100 a.C. | 99 a.C. | 98 a.C. | 97 a.C. | 96 a.C. | 95 a.C. | 94 a.C. | 93 a.C. | 92 a.C. | 91 a.C. 90 a.C. | 89 a.C. | 88 a.C. | 87 a.C. | 86 a.C. | 85 a.C. | 84 a.C. | 83 a.C. | 82 a.C. | 81 a.C. 80 a.C. | 79 a.C. | 78 a.C. | 77 a.C. | 76 a.C. | 75 a.C. | 74 a.C. | 73 a.C. | 72 a.C. | 71 a.C. 70 a.C. | 69 a.C. | 68 a.C. | 67 a.C. | 66 a.C. | 65 a.C. | 64 a.C. | 63 a.C. | 62 a.C. | 61 a.C. 60 a.C. | 59 a.C. | 58 a.C. | 57 a.C. | 56 a.C. | 55 a.C. | 54 a.C. | 53 a.C. | 52 a.C. | 51 a.C. 50 a.C. | 49 a.C. | 48 a.C. | 47 a.C. | 46 a.C. | 45 a.C. | 44 a.C. | 43 a.C. | 42 a.C. | 41 a.C. 40 a.C. | 39 a.C. | 38 a.C. | 37 a.C. | 36 a.C. | 35 a.C. | 34 a.C. | 33 a.C. | 32 a.C. | 31 a.C. 30 a.C. | 29 a.C. | 28 a.C. | 27 a.C. | 26 a.C. | 25 a.C. | 24 a.C. | 23 a.C. | 22 a.C. | 21 a.C. 20 a.C. | 19 a.C. | 18 a.C. | 17 a.C. | 16 a.C. | 15 a.C. | 14 a.C. | 13 a.C. | 12 a.C. | 11 a.C. 10 a.C. | 9 a.C. | 8 a.C. | 7 a.C. | 6 a.C. | 5 a.C. | 4 a.C. | 3 a.C. | 2 a.C. | 1 a.C. categoria:século I a.C. categoria:Primeiro milênio a.C. ja:紀元前1世紀 ko:기원전 1세기

Europa

A Europa é a parte ocidental do supercontinente euroasiático. Embora geograficamente seja considerada uma península da Eurásia, os povos da Europa têm características culturais e uma história específicas, o que justifica que o território europeu seja geralmente considerado como um continente separado. A parte continental é limitada a Norte pelo Oceano Glacial Árctico, a oeste pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Negro, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Cáspio, e a Leste, onde a delimitação é mais artificial, pelos Montes Urais e pelo Rio Ural. A Europa inclui também as Ilhas Britânicas, a Islândia e várias ilhas e arquipélagos menores, espalhados pelo Atlântico, Mediterrâneo e Árctico Segundo a mitologia grega, Europa foi uma mulher muito bonita que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo. Zeus]

Países da Europa

Politicamente, a Europa divide-se nos seguintes países:
- Albânia
- Alemanha
- Andorra
- Áustria
- Bielorússia
- Bélgica
- Bósnia-Herzegovina
- Bulgária
- República Checa
- Croácia
- Dinamarca
- Eslováquia
- Eslovénia
- Espanha
- Estónia
- Finlândia
- França
- Grécia
- Holanda
- Hungria
- Irlanda
- Islândia
- Itália
- Letónia
- Liechtenstein
- Lituânia
- Luxemburgo
- Macedónia
- Malta
- Moldova
- Mónaco
- Noruega
- Polónia
- Portugal
- Reino Unido
- Roménia
- Rússia
- San Marino
- Sérvia e Montenegro
- Suécia
- Suíça
- Ucrânia
- Vaticano Também se situam na Europa as seguintes dependências:
- Ilhas Feroe (Dinamarca)
- Gibraltar (Reino Unido)
- Guernsey (Reino Unido)
- Ilha de Man (Reino Unido)
- Jersey (Reino Unido) A Turquia e o Cazaquistão incluem também territórios europeus: na Turquia, é europeu o território situado a norte do Bósforo, que faz fronteira com a Grécia e a Bulgária (a Trácia); no Cazaquistão, pertence à Europa o território a oeste do Rio Ural, fronteiro à Rússia. A Rússia, embora tenha mais superfície asiática que europeia, considera-se pertencente à Europa dado ser no território europeu que se situam as suas principais cidades e onde vive a maior parte da sua população. 1Embora geograficamente não sejam europeus, há outros territórios que se agregam com frequência ao continente, por razões diversas: Chipre, as três repúblicas ex-soviéticas do Cáucaso (Arménia, Azerbaijão e Geórgia), as cinco repúblicas ex-soviéticas da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão) e Israel.

Regiões da Europa

Por razões políticas e culturais, é costume dividir-se a Europa em três regiões:
- Europa central
- Europa ocidental
- Europa oriental


- Lista de animais que vivem na Europa


- [http://www1.ku-eichstaett.de/SLF/EngluVglSW/ELiX/index.htm EuroLinguistiX] categoria:Continentes als:Europa ja:ヨーロッパ ko:유럽 ms:Eropah roa-rup:Evropa simple:Europe th:ทวีปยุโรป zh-min-nan:Europa

Roménia

A Roménia (br. Romênia) é um país da Europa Oriental limitado a norte e a leste pela Ucrânia, a leste pela Moldova (ou Moldávia) e pelo Mar Negro, a sul pela Bulgária e a oeste pela Sérvia e Montenegro e pela Hungria. A Romênia também possui uma pequena costa marítima no Mar Negro. Sua capital é a cidade de Bucareste.

Nome

O nome Romênia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como uma província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era freqüentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores discutem que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado propriamente de Romania, mas isso não foi aceito. O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras européias onde apareceram as línguas românicas.

História

A confederação tribal dos Getas foi encontrada por Dario em sua campanha nos Balcãs em 531 a.C. Os dácios foram derrotados pelo Império Romano no governo do imperador Trajano em duas campanhas que se estenderam de 101 a 107, e o centro do reino dos dácios tornou-se a província romana da Dácia. As campanhas góticas e cárpicas nos Balcãs durante 231 - 275 forçaram o Império Romano a reorganizar uma nova província romana da Dácia ao sul do Danúbio, fazendo com que a antiga Dácia se tornasse o reino dos godos até o final do século IV, quando foi incluído no Império Huno. Os gépidas e os avaros governaram a Transilvânia até o século VIII, quando os búlgaros incluíram a Romênia ao seu império até o ano 1000. Os pechenegas, os cumanos e os uzes também são mencionados por crônicas históricas no território da Romênia até a fundação dos principados valáquios da Valáquia por Basarab, e da Moldávia por Dragos durante o século XIV. Na Idade Média, os romenos viveram em três principados distintos: Valáquia, Moldávia e Transilvânia. A Valáquia e a Moldávia encontraram-se sob a suserania do Império Otomano nos séculos XV e XVI, respectivamente, com autonomia interna e breves períodos de independência, com a Moldávia perdendo seu território oriental da Bessarábia para o Império Russo em 1812, seu território setentrional de Bucovina para o Império Austríaco em 1775 e seu território sudeste de Bugeac para o Império Otomano. A Transilvânia caiu sob controle da Hungria no século XII (desde o ano de 1300, a Hungria e a Transilvânia tornaram-se possessões da Casa de Anjou, de Habsburgo, e do Sacro Império Romano), tornando-se um principado sob a suserania do Império Otomano em 1526, após a Batalha de Mohacs. No final do século XVIII, o Império Austríaco (desde 1867, Áustria-Hungria) incluiu a Transilvânia nas suas fronteiras. A moderna Romênia nasceu quando os principados da Moldávia e da Valáquia fundiram-se em 1859 e a independência foi ratificada pelos Grandes Poderes em 1877 e um príncipe da casa alemã dos Hohenzollern recebeu a coroa do reino da Romênia, tornando-se o rei Carol I. Após a Primeira Guerra Mundial (na qual a Romênia participou aliando-se às potências da Tríplice Entente), com a desintegração do Império Russo dos Romanov e do Império Austro-Húngaro dos Habsburgo, a Romênia viu seu território dobrar de extensão com as aquisições da Transilvânia e da Bessarábia. Foi a
Grande Romênia (România Mare). Bessarábia, Bucovina do Norte e Bugeac foram incorporados pela União Soviética em 1940, compreendendo principalmente a atual República da Moldávia com Bugeac e Bucovina do Norte sendo designada à Ucrânia. Após a Segunda Guerra Mundial, a Romênia tornou-se um estado comunista sob direto controle econômico e militar da U.R.S.S. até 1958. O governo ditatorial do presidente Nicolae Ceauşescu (1965-1989) foi derrubado com uma revolta cruenta em dezembro de 1989; parte dos revoltosos, agora reformados como social-democratas, continuaram presentes no governo eleito democraticamente até 1996, quando Emil Constantinescu foi eleito presidente por uma coalizão de centro-direita. Em 2000, os social-democratas retornaram ao poder, com Ion Illiescu. As eleições de 13 de dezembro de 2004 deram a vitória a Traian Băsescu, do partido democrata. Veja também: Reis da Romênia

Política

A Romênia é uma república democrática. O poder legislativo do governo romeno consiste de duas câmaras, o
Senat (Senado), que possui 137 membros (relativo a 2004), e a Camera Deputaţilor (Câmara dos Deputados), que possui 332 membros (relativo a 2004). Os membros de ambas as câmaras são escolhidos em eleições realizadas a cada quatro anos. O presidente, chefe do poder executivo, também é eleito pelo voto popular, a cada cinco anos (até 2004 - quatro anos). O president nomeia um primeiro-ministro, que dirige o governo, cujos os membros são por sua vez nomeados pelo primeiro-ministro. O governo é sujeito a um voto parlamentar de aprovação.

Condados

Artigo Principal: Condados da Romênia A Romênia é dividida em 41 judeţe, ou condados, e o município de Bucareste (Bucureşti) - a capital. Os condados são (em ordem alfabética): Bucareste em azul, a região da Moldávia em vermelho e Dobruja em amarelo]]

Geografia

Dobruja Uma grande parte das fronteiras da Romênia com a Sérvia e a Bulgária seguem o curso do Danúbio. No Danúbio vai desaguar o rio Prut, que serve de fronteira com a Moldova. Os montes Cárpatos dominam a parte ocidental da Romênia, com picos de até 2 500 m. O mais elevado, o
Moldoveanu, atinge os 2 544 m. As principais cidades são a capital, Bucareste, Braşov, Timişoara, Cluj-Napoca, Constanţa, Craiova, Iaşi (Jassy), Braila e Galati. Veja também:
- Lista de Cidades romenas
- Rios da Romênia
- Lagos da Romênia

Economia

Após o colapso do Bloco Soviético em 1989-91, a Romênia foi deixada com uma base industrial obsoleta e um padrão de capacidade industrial totalmente inadequado a suas necessidades. Em fevereiro de 1997, a Romênia iniciou um abrangente programa de reforma estrutural e estabilização macroeconômica, mas a reforma subseqüentemente tem sido um processo inconstante. Os programas de reestruturação incluem liquidar grandes indústrias de energia intensiva e reformas importantes nos setores financeiro e agrícola. A economia atrasada e instável da Romênia tem se transformado em uma economia com estabilidade macroeconômica, alto crescimento e baixo desemprego. A Romênia alcançou um acordo com o FMI em agosto para um empréstimo de US$547 milhões, mas a liberação da segunda parcela foi adiada em outubro devido a exigências de empréstimo não resolvidas do setor primário e diferenças sobre as despesas orçamentárias. Bucareste evitou o não pagamento das dívidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal; as reservas giravam em torno de US$1.5 bilhões por ano em 1999. As prioridades do governo incluem: obter um empréstimo renovado com o FMI, apertar as políticas fiscais, acelelar a privatização e reestruturar empresas não lucrativas. 2002 e 2003 foram anos economicamente bem sucedidos, e atualmente o crescimento do PIB está previsto para ser de 4.5% por ano. A economia cresceu 6.6% na primeira metade de 2004, e 7.0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na região. O salário bruto médio por mês na Romênia é de 8.392.766 lei, conforme outubro de 2004, um aumento de 2.1% sobre o mês anterior. Ele equivale a US$283.54, 213.60 euros e 360.21 dólares australianos. O salário líquido médio por mês em janeiro de 2004 era de 6.071.211 lei. O crescimento do PIB deve ficar por volta de 8% em 2004 e por volta de 6-7% em 2005. O desemprego na Romênia está em 6.2% (2004), valor que é muito baixo se comparado a outros países europeus. A Romênia foi convidada pela União Européia em dezembro de 1999 a iniciar as negociações de entrada. Espera-se que a Romênia una-se à UE em 2007 junto com a Bulgária. Apesar das nítidas melhorias, a Romênia ainda enfrenta vários problemas-chave: corrupção elevada em quase todos os níveis da sociedade, falta de transparência a respeito dos gastos públicos, falta de competitividade econômica - especialmente no setor agrícola -, um certo grau de desemprego em áreas rurais e ritmo lento de reforma no setor público (pertencendo ao Estado) da economia. A liberdade de imprensa geralmente é garantida, mas algumas pressões econômicas e administrativas determinam que a mídia reflita especialmente os aspectos positivos ou neutros da sociedade ao invés dos aspectos negativos ou críticas dirigidas ao governo. A Romênia recebeu em outubro de 2004 o muito desejado status de "economia de mercado funcional" pelos oficiais da UE, com algumas reservas - relacionadas especialmente aos aspectos mencionados no parágrafo acima.

Demografia

economia de mercado Grupos étnicos (2002 est.):
- Romenos 89.5%
- Húngaros 6.6%
- Ciganos 2.5%
- Ucranianos 0.3%
- Alemães 0.3%
- Russos 0.2%
- Turcos e Tártaros 0.2%
- outros 0.4% Religiões (2002 est.):
- Ortodoxa Romena - 86.7%
- Católica Romana - 4.7%
- Protestante - 3.7%
- Pentecostal - 1.5%
- Católica Grega - Uniate - 0.9% O idioma oficial é o romeno, uma língua românica da subfamília itálica da família dos idiomas indo-europeus. As línguas da família indo-européia são faladas por cerca de 1.570 bilhão de pessoas em muitas partes do mundo, mas principalmente na Europa e no hemisfério ocidental. Minorias consideráveis de húngaros e descendentes alemães, principalmente na Transilvânia, também falam húngaro e alemão. Outros grupos étnicos incluem ciganos e nativos dos países vizinhos à Romênia. O verdadeiro tamanho da população cigana é desconhecido por ser computado erroneamente em censos nacionais por várias razões, alguns ciganos decidem se declarar romenos ou húngaros; geralmente o critério é baseado em uma resumida contagem populacional individual). Também há outros como a minoria polonesa (estimada em algumas milhares de pessoas) que vive no condado de Suceava. A maioria dos romenos é membro da Igreja Ortodoxa Romena, que é uma das igrejas do Cristianismo Ortodoxo Oriental. O catolicismo (tanto o católico romano como o católico romeno) e o protestantismo também estão representados, principalmente nas áreas habitadas pela população mais próxima da influência ocidental. Em Dobrogea, a região situada na costa do Mar Negro, há uma pequena minoria muçulmana (de etnia turca e tártara), uma remanescente do governo otomano e de migrações da Criméia.

Cultura

A população romena tem o costume de ir à feira mais do que ir às lojas. Essas feiras são geralmente feiras artesanais. Na Romênia, um esporte muito praticado é o arremesso de Boomerangs. Porém, esses boomerangs possuem um formato diferente comparado aos boomerangs australianos. A Romênia é um país com um grande número de castelos espalhados por sua região. Alguns castelos são até mesmo feitos de madeira e, por incrivel que pareça, ainda estão intactos. Esses castelos atraem muitos turistas ao longo do ano. O castelo mais freqüentado por turistas é o famoso Castelo de Bran onde, segundo a tradição, viveram Conde Dracula e Elisabeth Bathbory.
Veja também:
- Lista de romenos
- Poetas romenos
- Música da Romênia
- Literatura da Romênia
- Arte da Romênia
- Tradições natalinas na Romênia
- Turismo na Romênia

Tópicos variados


- Comunicações na Romênia
- Transporte na Romênia
- Forças militares da Romênia
- Relações estrangeiras da Romênia
- Lista de tópicos relacionados com a Romênia
- Feriados na Romênia
- Lista de parques nacionais da Romênia

Veja também


- Europa
- Lista de países

Referências externas

Links oficiais


- [http://www.gov.ro/engleza/index.html Site oficial do governo romeno]
- [http://www.presidency.ro/?lang=en Presidência da Romênia]
- [http://www.senat.ro O senado romeno]
- [http://www.cdep.ro/pls/dic/site.page?id=103&idl=2 Camera Deputaţilor] (Parlamento lower)
- [http://www.mtromania.ro/ Ministério do Turismo]

Links de referência


- [http://biblioteca.euroweb.ro A Biblioteca Digital Romena] / em romeno

Guias de viagem


- [http://www.spirit.ro/ O Espírito da Romênia - diários de viagem, fotografias, histórias]
- [http://wikitravel.org/en/article/Romania Guia de viagens da Romênia na Wikitravel]

Moeda


- [http://numismondo.com/pm/rom/ Notas bancárias da Romênia]
- [http://www.bnro.ro/En/Info/curs_ext.asp Taxas de câmbio] - do Banco Nacional da Romênia
-
Categoria:Países da Europa Categoria:Países balcânicos als:Rumänien fiu-vro:Romaania ja:ルーマニア ko:루마니아 ms:Romania roa-rup:România simple:Romania th:ประเทศโรมาเนีย zh-min-nan:România


Línguas latinas

Língua que foram orignadas através do latim:
- Espanhol
- Francês
- Italiano
- Português
- Romeno
- Galego
- Occitano
- Catalão Ver latim para mais informações. Categoria:Grupos de línguas

Lingua franca

Senso específico

Lingua Franca (sem acento no 'i') foi uma antiga língua, usada na região do Mar Mediterrâneo do século XIV (ou mesmo antes) até hoje. A Lingua franca era conhecida pelos marinheiros mediterrâneos, incluindo os portugueses. Quando os portugueses começaram a explorar os mares da África, América, Ásia e Oceania, eles tentaram se comunicar com os nativos misturando uma versão da lingua franca influenciada pelo português com as línguas locais. Quando navios ingleses e franceses chegaram para competir com os portugueses, a tripulação tentava aprender esse "Português quebrado". Através de um processo de mudança, a lingua franca, junto com o vocabulário português, foi substituída pela língua dos povos em questão.

Senso geral

O termo lingua franca se refere geralmente a uma língua aprendida, além de seus falantes nativos, para o comércio internacional e outras interações mais extensas. Adquiriu este sentido por extensão da língua específica descrita acima. No Império romano e no milênio seguinte a lingua franca foi o grego no oriente e o Latim no ocidente. O francês serviu de lingua franca em seguida, sendo a língua da diplomacia na Europa a partir do século XVII, e por isso ainda é a língua de trabalho de instituições internacionais e é visto em documentos variando de passaportes a correio aéreo. O alemão serviu de lingua franca em partes da Europa durante os séculos XIX e XX, especialmente em negócios. O inglês é a lingua franca atual no mundo dos negócios internacionais no ocidente e está substituindo o francês na diplomacia. Em outras regiões do mundo, outras línguas têm o papel de lingua franca: KiSwahili na África oriental, russo nas regiões da antiga União Soviética, Hindi (junto com o inglês) na Índia, malaio no sudeste asiático, Bislama nas ilhas do Pacífico e várias línguas crioulas em outros lugares e épocas. O português serviu de lingua franca na África e Ásia nos séculos XV e XVI. O Chinês Mandarim também tem a função de prover uma língua falada comum entre os chineses que falam diversos dialetos ininteligíveis entre si. Franca ja:リングワ・フランカ

Idade Média

e reconstruído no XIX. Os castelos são um dos ícones da Idade Média no imaginário das pessoas]] A Idade Média foi um período intermédio numa divisão esquemática da História da Europa em quatro "eras", a saber: a Idade Antiga, a Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea. É normalmente considerada como tendo se estendido entre o fim do Império Romano do Ocidente, no século V (476 DC), até a ascensão das monarquias nacionais e o início da recuperação demográfica e econômica após a Peste Negra, os Descobrimentos Marítimos e o Renascimento da cultura clássica, por volta do século XV, bem como a Reforma Protestante, começando em 1517. Alguns historiadores consideram a queda de Constantinopla, tomada pelos turcos em 1453 d.C., como o marco do fim desse período. A Idade Média é subdividida em três períodos: a Alta Idade Média (ou Idade Média Antiga) que decorre do século V ao X; a Idade Média Clássica (ou Idade Média Plena) que se estende do século XI ao XIII, e a Baixa Idade Média (ou Idade Média Tardia), correspondente aos séculos XIV e XV. Certas sociedades, como o Japão, atravessaram períodos históricos "de transição" que chegam a ser denominados também como Idade Média. O adjetivo relacionado com este período é: medieval (ver, por exemplo, música medieval).

Definição e caracterização

categoria:!Páginas a reciclar categoria:!Páginas a reciclar A Idade Média foi um período de aproximadamente mil anos que se caracterizou pelo predomínio do Cristianismo em todas as esferas da vida humana na Europa. Esse período às vezes é chamado pejorativamente de idade das trevas, pois não teria tido nenhuma criação filosófica ou científica autônoma. Tal idéia é criticada por muitos da atual geração de estudiosos da história da ciência, que tendem a ver o período de desenvolvimento econômico e tecnológico que começou por volta do século XII, (permitido por fatores como a diminuição das invasões bárbaras, mudanças climáticas, etc.), como um importante requisito para o desenvolvimento científico na era moderna. Embora seja dito que no período desde a queda do Império Romano do Ocidente até à Reforma Protestante a ciência conheceu um período de cerca de mil anos de falta de inspiração em comparação com a produção científica clássica. Vale lembrar que, usando o mesmo critério, também se poderia dizer que uma grande "falta de inspiração" teria atingido o período da Roma Imperial, cujas descobertas em termos de ciências naturais ficaram muito aquém das dos gregos, (isso apesar do longo período de prosperidade proporcionado pela "Pax Romana"). Infelizmente, noções preconceituosas sobre o status da ciência na Idade Média já foram amplamente propagadas e, ainda hoje, permanecem mitos como a idéia falsa de que os estudiosos medievais acreditavam que a terra era plana (conferir [http://www.projetoockham.org/historia_terraplana_1.html O mito da terra plana]). Fazer uma apreciação clara da Idade Média é uma atividade que está longe de ser simples. Como é compreensível, esse tipo de avaliação pode tornar-se altamente político, passando a depender muito das susceptibilidades religiosas. Católicos são tendencialmente mais favoráveis à Idade Média, já que se identificam com a tradição histórica da religião cristã desse tempo. Os protestantes, pelo contrário, vêem a Idade Média como um período de trevas e dão mais valor à Reforma Protestante, que modificou profundamente a prática religiosa na Europa (norte) ocidental. Algumas pessoas com idéias anti-religiosas também sentem-se bastante à vontade para rotular a Idade Média como um suposto "período das trevas" e usar isso como argumento de que as religiões seriam nocivas à sociedade. Fundamentalistas religiosos, por sua vez, são incapazes de conceber que uma religião possa ser nociva ao desenvolvimento da sociedade.

Arte

Reforma Protestante, Paris.]] A maior parte da arte medieval que chegou aos dias de hoje tem um foco religioso — fundamentado no Cristianismo. Essa arte era muitas vezes financiada pela Igreja; bem como por figuras poderosas do clero, como bispos; por grupos comunais, como os dos mosteiros; ou por patronos seculares ricos. Como no período a vasta maioria dos camponeses era iletrada, as artes visuais, aliadas aos sermões, eram o principal método para comunicar as idéias religiosas. Com a queda do Império romano, técnicas artísticas da Grécia antiga acabaram perdidas, entre elas estava muito do que se sabia sobre a noção de perspectiva. A pintura medieval passa a ser predominantemente bidimensional, e as personagens retratadas eram pintadas maiores ou menores de acordo com sua importância. Esse caráter estilizado das obras do período é também entendido como um reflexo próprio daquele contexto cultural, que enxergava a vida com forte ênfase no seu aspecto simbólico. Os artistas medievais não estavam primariamente preocupados com o realismo, a intenção de passar uma mensagem religiosa pedia imagens claras e didáticas ao invés de figuras desenhadas com precisão fotográfica. Ao lado da pintura, a tapeçaria foi a mais importante forma de arte medieval. Isso decorre em muito por sua utilidade ao manter o calor interno dos castelos construídos de pedra no inverno. A mais famosa tapeçaria medieval é o ciclo d' A senhora e o unicórnio. As duas principais manifestações arquitetônicas, principalmente relacionadas à construção de catedrais, foram o estilo românico e mais tarde o gótico. Destaca-se também a formação das corporações de ofícios, reunindo artesãos.

Filosofia

Principalmente à partir do século V, os pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, com o intuito de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Desse modo a Filosofia, que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, passa a receber influências da cultura judaica e cristã. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada passaram a fazer parte de temáticas filosóficas. FilosofiaÀ partir do século IX desenvolve-se a principal linha filosófica do período, que ficou conhecida como escolástica. Essa filosofia ganha acentos notadamente cristãos, surgidos da necessidade de responder às exigências de fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade e, por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé. A Escolástica teve uma constante de natureza neoplatônica, que combinava elementos do pensamento de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretados pelo Ocidente cristão. No século XIII Tomás de Aquino introduz também elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico. A questão chave que vai atravessar todo o pensamento filosófico medieval é a harmonização de duas esferas; a fé e a razão. O pensamento de Agostinho, (século V), reconhecia a importância do conhecimento, mas defendia uma subordinação maior da razão em relação à fé por crer que esta última venha restaurar a condição decaída da razão humana. Já a linha de Tomás de Aquino (século XIII) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas apesar de não negar tal subordinação da razão à fé.

Ciência e Tecnologia

Tomás de Aquino Como resultado das migrações bárbaras e da implosão do Império Romano do Ocidente, a Europa Ocidental do início da Idade Média era pouco mais que uma colcha de retalhos de populações rurais e tribos bárbaras. Perdeu-se o acesso aos tratados científicos originais da antiguidade clássica (em grego), ficaram apenas versões resumidas e até deturpadas que os romanos tinham traduzido para o latim. A única instituição que não se desintegrou juntamente com o falecido império: a Igreja Católica, mantém o que resta de força intelectual, especialmente através da vida monástica. O homem instruído desses séculos era quase sempre um clérigo para quem o estudo dos conhecimentos naturais era uma pequena parte de sua escolaridade. Esses estudiosos viviam numa atmosfera que dava prioridade à e tinham a mente mais voltada para a salvação das almas do que para o questionamento de detalhes do universo físico. Em alguns aspectos, no século IX o retrocesso causado pelas migrações já estava revertido. No século X ocorre a contenção das últimas ondas de invasões estrangeiras. E por volta de 1100 d.C. ocorre uma revolução que combinou renascimento urbano e comercial, ampliação de culturas e fronteiras agrícolas, crescimento econômico, desenvolvimento intelectual e grandes evoluções tecnológicas. Começam a ser abertas novas escolas ao longo de todo o continente, inclusive em cidades e vilas menores. Por volta de 1200 são fundadas as primeiras universidades – Paris, Bologna e Oxford – (em 1500 já seriam mais de 70). Começa um forte movimento de tradução de documentos árabes e gregos, que tornam o conhecimento do mundo antigo novamente disponível para os eruditos europeus. Tudo isso possibilitou um grande progresso em conhecimentos como a Astronomia, a Matemática, a Biologia e a Medicina. Medicina Causavam espanto e admiração inovações tais como grandes relógios mecânicos que transformaram a noção de tempo nas cidades. Presenciaram-se descobertas como as dos óculos, em 1285, e da prensa móvel, em 1448. Houve também muitas inovações na forma de utilizar os meios de produção, com as técnicas de serralheria e incisão de pedras, a fundição de ferro, e os avanços nas técnicas de construção aplicadas ao estilo gótico. No setor agrícola, temos o desenvolvimento de ferramentas como a charrua, melhorias em carroças e carruagens, arreios para animais de carga, e a utilização de moinhos d'água Avanços em instrumentos como a bússola e o astrolábio, na confecção de mapas e a invenção das caravelas tornaram possível a expansão marítimo-comercial Européia na Idade Moderna.

O legado medieval para o progresso científico

A tecnologia das grandes navegações permitirá em séculos futuros a descoberta de um número extraordinário de novas espécies de animais e plantas, além de novas formações geológicas e climáticas. Os avanços obtidos na ótica logo iriam gerar aparelhos como o microscópio e o telescópio, que, juntamente com a prensa móvel, (outro fruto medieval), são vistos como os equipamentos mais importantes já criados para o avanço do conhecimento humano. Mas a herança mais importante do período provavelmente foi o nascimento e multiplicação das universidades, juntamente com o surgimento das primeiras sementes da metodologia científica contemporânea.

Guerra e Armamento

metodologia científica A Idade Média surge-nos, em termos bélicos, como um período de grandes desenvolvimentos tecnológicos, essencialmente provindos de dois grandes laboratórios, o Médio Oriente e a Península Ibérica. As duas zonas, que desde muito cedo se tornaram palcos de violentas batalhas entre mouros e cristãos, fazem com que a prática, a filosofia, a tecnologia e a própria génese da guerra evoluam. Temos que ter consciência que os termos cruzada e jihad surgem nesta época, e embora ambas tenham um significado extremamente semelhante, são dois paradigmas de uma realidade muito peculiar. Quando da invasão da Península Ibérica por parte das hostes mouras, o povo dominante eram os Visigodos, cujos exércitos se apoiavam essencialmente numa infantaria pesada, muito lenta. Os exércitos mouros, todavia, utilizavam uma cavalaria extremamente veloz, com armamento defensivo muito ligeiro, que lhes permitia uma rápida evolução no terreno e que deu a estes exércitos a vantagem, pelo menos numa fase inicial, e permitiu a conquista da maior parte da península a um ritmo apenas observado nos conflitos contemporâneos. : Infantaria medieval, Cavalaria medieval

Gastronomia

O Cristianismo começou a mudar os hábitos. Os conventos incentivavam o uso de frutas e legumes em refeições muito simples. Nos séculos VII e IX, a comida se sofisticou, passando a incluir massas, ovos recheados, carne e peixe. As Cruzadas, entre os séculos XI e XIII, permitiram aos europeus entrar em contato com produtos do Oriente, logo incorporados na culinária: trigo-sarraceno, açúcar, anis, cominho, canela, gengibre, noz-moscada, açafrão, cebolinha e ameixa. Esses novos ingredientes possibilitaram o desenvolvimento da salsicharia e das técnicas de preparação de vinagre, mostarda e molhos especiais.

Datas Marcantes:

Transição do Período Clássico para a Idade Média


- 193 - Tem início a crise do terceiro século no Império Romano.
- 285 - Diocleciano salva o Império Romano do colapso, dando a ele seu último fôlego.
- 313 - Com o Édito de Milão, o cristianismo deixa de ser perseguido.
- 380 - Teodósio I torna o cristianismo a religião oficial do Império Romano.
- 476 - Queda definitiva do Império Romano do Ocidente.

Transição da Idade Média para a Era Moderna


- 1415 - A conquista de Ceuta pelos portugueses marca o início da expansão marítimo-comercial européia.
- 1453 - A Tomada de Constantinopla, pelos turcos, pôe fim ao Império Bizantino.
- 1498 - Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia.
- 1517 - Publicação das 95 Teses de Martinho Lutero, que dá início à reforma protestante.
- 1534 - O "Act of Supremacy" de Henrique VIII dá origem à Igreja Anglicana.


- [http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/conhecendoaidademedia.html A Idade Média]
- [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/novo/antiguidade/antiguidade_menu.html Informações sobre a Antiguidade]
- [http://www.hottopos.com.br/videtur6/raul.htm Reflexões sobre o estudo da Idade Média]
- [http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/modelos/index.htm Modelos de Escola na Idade Média]
- [http://www.hottopos.com/videtur17/ricardo.htm A educação infantil na Idade Média]
- [http://www.suapesquisa.com/idademedia História Medieval]
- [http://www.brasilescola.com/historiag/idade-media.htm Idade Média e sociedade medieval] ja:中世 simple:Middle Ages

Império Romano

, em 14 d.C, e em 117 d.C..]] O Império Romano é o termo utilizado por convenção para definir o estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana. A diferença entre império e república é sobretudo ao nível dos corpos governativos. Na república os magistrados supremos eram eleitos, enquanto que o império se caracteriza pela existência de um imperador. Os historiadores fazem ainda a distinção entre o Principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o Domínio ou Dominato que se estende de Diocleciano ao fim do império romano do ocidente. Segundo esta teoria, durante o Principado (da palavra latina princeps, que significa primeiro), a verdadeira natureza de governo era escondida atrás de conceitos republicanos e os imperadores eram muitas vezes relutantes por falsa modéstia em se assumir como tal. No Domínio (palavra com origem em dominus, senhor), pelo contrário, os imperadores mostravam claramente a sua condição, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos imperiais.

O princípio do Império

império romano do ocidente O surgimento do Império vem como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C. Segundo alguns historiadores, a população sobre o dominio de roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C., para 60 milhões em 30 a.C. o que ilustra como roma teve seu poder ampliado nesse periodo, de 1.5% da população mundial, para 25%. Nos fins do século II a.C., Mário torna o Exército Romano um exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião é declarada ao general que a lidera e não à sua pátria. Este facto, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (Invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras contra Mitridates, rei do Ponto, entre outras, a culminar nas Guerras Civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de lideres militares (Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político. As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Lucius Cornelius Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício de seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao senado romano, mas no entanto o precedente estava lançado. senado romano Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (53 a.C.), restavam dois lideres influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do Senado, este declara César inimigo de Roma, ao que César responde, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsalia (Agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), torna-se efectivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (Março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Brutus e Cássio, termina esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano. Cássio de 31 a.C..]] Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco Antônio e Lépido, e a sua destruição na Guerra Civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Actium (31 a.C.), deixou Octávio como a única pessoa com poder para governar unicamente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro Imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudia) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar. Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 AD, ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério. Tibério Nos meios académicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endémico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor. O reinado de César Augusto é considerado por todos os historiadores como um período de prosperidade e expansão. Augusto, que não era especialmente dotado para a estratégia, mas tinha bons generais como Agripa na sua confiança, conquistou o Egipto, toda a península Ibérica, a Panónia, a Judeia, a Germania Inferior e Superior e colocou as fronteiras do Império nos rios Danúbio e Reno.

Julio-Claudianos

TibérioCalígulaCláudioNero Os sucessores de Augusto são conhecidos pela dinastia Julio-Claudiana (que inclui Augusto), devido aos casamentos idealizados por Augusto entre a sua família, os Julii, e os patrícios Claudii. Nos primeiros anos do reinado de Tibério, não houve grandes mudanças políticas ou organizativas em relação aos princípios estabelecidos por Augusto. No entanto, com o passar do tempo, a instabilidade surgiu dentro da própria família imperial. Tibério tornou-se paranóico com possíveis conspirações e tentativas de golpe de estado, chegando, em 26, a retirar-se para a ilha de Capri de onde governou por procuração até ao fim da vida. Em consequência, mandou matar ou executar grande parte da sua família e senadores de destaque, provocando uma sensação de desconforto generalizada. O seu sucessor Calígula cresceu neste ambiente e mostrou-se um imperador igualmente instável. As perseguições tornaram-se norma e durante estes reinados muitas das famílias tradicionais romanas chegaram ao fim devido a assassinatos e execuções que se prolongaram pelos reinados de Cláudio e Nero. Em 68, a classe política tinha chegado ao limite de resistência a tanta insegurança política. Depois de alguns erros estratégicos graves e de ter arruinado as finanças do estado em aventuras como a construção do seu palácio dourado, Nero é declarado um inimigo do estado e declarado fora da lei. Fugindo de Roma acompanhado apenas pelo seu secretário, o imperador acaba por se suicidar antes de ser apanhado pela guarda pretoriana que ia em seu encalço. Com a sua morte, desaparecia a dinastia Julio-Claudiana e Roma acabaria por encontrar alguma estabilidade política, mas não imediatamente, como se verá mais em baixo. Do ponto de vista organizativo, como já se disse, pouco mudou em relação ao estabelecido por Augusto. Apenas Cláudio introduziu algumas reformas e procurou a prosperidade do império, talvez porque à data da sua ascensão ao trono era já um homem maduro. Cláudio foi ainda o responsável pela iniciativa da invasão romana das ilhas britânicas em 43, que se saldou pela adição de mais uma província ao império. Em 64, durante o reinado de Nero, Roma foi consumida por um violento incêndio (do qual o próprio imperador é muitas vezes erroneamente considerado culpado) e começaram as perseguições aos cristãos. Os Julio-Claudianos foram eficazes em espalhar o culto imperial. Alguns deles, como Cláudio, foram deificados durante a sua vida e elevaram à dignidade divina muitos dos seus familiares (alguns subsequentemente assassinados)

Flavianos

Ano dos quatro imperadoresVespasianoTitoDomiciano Depois do suicídio de Nero, Servius Sulpicius Galba, um velho senador pertencente aos Sulpicii, uma velha família aristocrática, torna-se imperador por nomeação senatorial. O seu reinado não começou bem. Durante a viagem da Hispania para Roma, Galba não hesitou em espalhar o caos e a destruição pelas cidades que não lhe prestavam honras imperiais de imediato. Em Roma, substituiu grande parte das chefias militares e depressa se revelou tão paranóico como os seus antecessores. A gota d'água foi a sua recusa em conceder os prémios monetários às legiões e guarda pretoriana que o apoiaram. Organizou-se um golpe de estado e em Janeiro de 69, Galba foi assassinado pelos pretorianos no Fórum, juntamente com o seu sucessor designado. Em Roma, saudou-se Marcus Salvius Otho como novo imperador, mas no Reno as legiões aclamaram Aulus Vitelius, que de imediato iniciou a marcha para Roma. Em Abril, Vitélio derrota Marcus Salvius Otho e torna-se o único imperador, mas pouco tempo depois, o exército estacionado na Judeia aclama o seu comandante Vespasiano como imperador. Durante a segunda metade do ano, todas as províncias foram-se declarando por Vespasiano e Vitélio perdeu terreno. Finalmente, a 20 de Dezembro, as tropas de Vespasiano entram em Roma e assassinam Vitélio. Vespasiano torna-se então o único imperador e dá início à dinastia Flaviana. Vespasiano (Titus Flavius Vespasianus) mostrou ser um imperador responsável e razoável em comparação dos excessos perpetrados pelos Julio-Claudianos. Apesar de ser um autocrata que pouca ou nenhuma importância política dava ao senado, Vespasiano procurou reorganizar o exército, as finanças do estado e a sociedade romana. Aumentou os impostos, mas erigiu grandes obras, como o Coliseu de Roma conhecido na altura como Anfiteatro Flaviano. Como antigo governador e general, Vespasiano sabia qual o melhor para as províncias e como manter o exército satisfeito, tudo condições indispensáveis para a estabilidade de um reinado. O seu filho Tito sucedeu-lhe em 79. Prometia ser um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. A 24 de Agosto do mesmo ano, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompeia e Herculano e em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio. Em 81, Tito é sucedido pelo irmão Domiciano, que haveria de se mostrar pouco à altura das capacidades dos seus familiares. Assim como na dinastia Julio-Claudiana, o que começou por ser um período de prosperidade, depressa caiu em instabilidade política. Domiciano era tão paranóico como Calígula ou Nero e as atrocidades do seu reinado valeram-lhe o epíteto de pior imperador de sempre. Quando em 96 Domiciano é assassinado, Roma encontra-se bastante céptica quanto à validade do modelo dinástico e a sucessão imperial evoluiu para o conceito do mais apto. Esta mudança deu origem ao período dos cinco bons imperadores.

Antoninos: Cinco bons imperadores

NervaTrajanoAdrianoAntonino PioMarco Aurélio Marco Aurélio Depois do assassinato de Domiciano, o senado nomeou Nerva imperador de Roma. Apesar de ser já de meia idade e de não ter descendentes, Nerva era um homem considerado capaz, quer do ponto de vista militar quer do ponto de vista administrativo, mas sobretudo racional e confiável. A falta de filhos revelou ser uma vantagem, pois a sua sucessão foi determinada pelo valor do candidato e não por critérios familiares, apesar de Trajano ter sido formalmente adoptado por Nerva. Trajano, Adriano e Antonino Pio seguiram a mesma política de nomear o sucessor mais apto, o que resultou num período de estabilidade conhecido como os cinco bons imperadores. Durante o reinado destes cinco homens Roma prosperou e atingiu o seu pico civilizacional, dizem que o nível civilizacional alcançado durante este periodo só foi novamente alcançado na Inglaterra do século XVIII. Trajano foi o responsável pela extensão máxima do Império em 117, ao estender a fronteira Este até incluir a Mesopotâmia na alçada de Roma. O seu sucessor Adriano soube manter a enorme área do império e reconhecer que não valia a pena extende-lo mais. Deu as conquistas por terminadas e construiu a muralha de Adriano no Norte de Inglaterra como símbolo do fim do Império. Este período de manutenção, por oposição a conquista, ficou conhecido como a Pax Romana. O ciclo de prosperidade terminou quando Marco Aurélio designou para sucessor, não o homem mais apto, mas o seu filho Cómodo, que se haveria pouco à altura do seu pai e seus antecessores. Como na dinastia Julio-Claudiana (Nero) e Flaviana (Domiciano), um período de prosperidade foi seguido por uma governação errática por um homem paranóico, neste caso Cómodo, que incentiva a revolta dos seus súbditos. Cómodo foi assassinado em 193, mas o Império caiu numa grave crise dinástica e social.

A crise do século terceiro (193 - 285)

O fim do século II foi marcado por mais uma guerra civil de sucessão. Septímio Severo acabou por assegurar a coroa imperial e levar o Império para um breve período de estabilidade. Os seus sucessores, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Entre a morte de Severo em 211 e o início da tetrarquia em 285, o Império teve 28 imperadores, dos quais apenas 2 faleceram por causas naturais (de peste). Contemporaneamente, estão registados 38 usurpadores romanos, dos quais bastantes se tornaram imperadores de pleno direito. Para além da crise política endémica, o século III foi marcado pelo início das invasõ