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Mesopotâmia

Mesopotâmia

A Mesopotâmia - nome dado pelos gregos e que significa "terra entre rios" (do grego, meso e potamos) - é uma região de interesse histórico e geográfico mundial, trata-se de um platô de origem vulcanica localizado no Oriente Médio, delimitada entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupada pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos. Inserida na área do Crescente Fértil - de Lua crescente, exatamente ela ter o formato de uma Lua crescente e de ter um solo fértil -, uma região do Oriente Médio excelente para a agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo. A Mesopotâmia tem duas regiões geográficas distintas: ao Norte a Alta Mesopotâmia ou Assíria, uma região bastante montanhosa, desértica, desolada, com escassas pastagens, e ao Sul a Baixa Mesopotâmia ou Caldéia, muito fértil em função do regime dos rios, que nascem nas montanhas da Armênia e deságuam separadamente no Golfo Pérsico. =História= A Mesopotâmia foi o núcleo de uma civilização que se difundiu pelas regiões periféricas do Oriente Médio. Foi na Baixa Mesopotâmia que surgiram os primeiros Estados no quarto milênio a.C. As primeiras cidades foram o resultado culminante do crescimento da população e do aumento da produção agrícola, que se originou da adoção da agricultura como forma de vida, em oposição à caça. O surgimento dos primeiros núcleos urbanos na região foi acompanhado do desenvolvimento de um complexo sistema hidráulico que favorecia a utilização dos pântanos, evitava inundações e garantia o armazenamento de água para as estações mais secas. Fazia-se necessário a construção dessas estruturas para manter algum tipo de controle sobre o regime dos rios Tigre e Eufrates. Esses rios gêmeos, em função do relevo que os envolve, correm de noroeste para sudeste, num sentido oposto ao rio Nilo, sendo as enchentes na Mesopotâmia muito mais violentas e sem uniformidade e a regularidade apresentada pelo Nilo. Os mesopotâmicos não se caracterizavam pela construção de uma unidade política. Entre eles, sempre predominaram os pequenos Estados, que tinham nas cidades seu centro político, formando as chamadas cidades-estados. Cada uma delas controlava seu próprio território rural e pastoril e a própria rede de irrigação. Tinham governo e burocracia próprios e eram independentes. Mas, em algumas ocasiões, em função das guerras ou alianças entre as cidades, surgiram os Estados maiores, sempre monárquicos, sendo o poder real caracterizado de origem divina. Porem, essas alianças eram temporárias. Apesar de independentes politicamente, esses pequenos Estados mesopotâmicos eram interdependentes na economia, o que gerava um dinâmico processo de tocas.

Povos da Mesopotâmia

economia A Mesopotâmia foi uma região por onde passavam muitos povos nômades oriundos de diversas regiões. A terra fértil fez com que alguns desses povos aí se estabelecessem. Do convívio entre muitas dessas culturas floresceram as sociedades mesopotâmicas. Os povos que ocuparam a mesopotâmia foram os sumérios, os acádios, os amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas e os caldeus ou novos babilônios. Como raramente esses Estados atingiam grandes dimensões territoriais, conclui-se que apesar identidade econômica, social e cultural entre essas civilizações, nunca houve um Estado mesopotâmico, mas Estados Mesopotâmicos.

Os Sumérios e Acadianos (antes de 2000 a.C.)

Os sumérios foram provavelmente os primeiros a habitar o sul da Mesopotâmia. A região foi ocupada em 5000 a.C. pelo povo sumério, que ali construiu as primeiras cidades de que a humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk e Lagash. As cidades foram erigidas sobre colinas e fortificadas para que pudessem ser defendidas da invasão de outros povos que buscavam um melhor lugar para viver. Desde o quarto milênio a.C., realizavam obras de irrigação e utilizavam técnicas de metalurgia do bronze e utilizavam uma escrita cuneiforme. Sua organização social influenciou muitos povos que os sucederam na região. Após um período de domínio dos reis elamitas (viviam no sudoeste do atual Irã), os sumerianos voltaram a gozar de independência. Grupos de nômades, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumerianas. Conhecidos como acadianos, dominaram as cidades-estados da Suméria por volta de 2550 a.C.

Os Amoritas (2000 a.C.-1750 a.C.)

No início do segundo milênio a.C., a região da Mesopotâmia constitui-se em um grande e unificado império que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas margens do rio Eufrates. O soberno que mais se destacou foi Hamurabi, elaborando leis que ficaram conhecidas como Código de Hamurabi. Após sua morte, a Mesopotâmia foi abalada por sucessivas invasões, até a chegada dos assírios.

Assírios (1300 a.C.-612 a.C.)

De origem semita, os assírios viviam do pastoreio e habitavam as margens do rio Tigre. A partir do final do segundo milênio a.C., passaram a se organizar como sociedade altamente militar e expansionista. Realizaram diversas conquistas e expandiram seu domínio para além da própria Mesopotâmia, cheganto ao Egito. O centro administrativo do império assírio era Nínive.

Caldeus (612 a.C.-539 a.C.)

Povo de origem semita que se estabeleceu na Mesopotâmia no início do primeiro milênio a.C., os caldeus foram os principais responsáveis pela derrota dos assírios e pela organização do novo império babilônico. Nabucodonosor foi o soberano mais conhecido dos caldeus. Governou por quase sessenta anos e após sua morte os persas dominaram o novo império babilônico.

Organização Política

Segundo mitos mesopotâmicos, depois do dilúvio, citado no Antigo Testamento, a monarquia e seus símbolos foram trazidos dos céus. A sacralidade dos soberanos mesopotâmicos é amplamente reconhecida nos textos antigos. Essa origem divina manteve-se até o fim das monarquias mesopotâmicas. O poder centralizava-se nas mãos do rei, chefe militar, administrador, legislador supremo, sacerdote máximo e supervisor das atividades comerciais. Não era considerado um ser divino, como no Egito. Era apenas o legítimo intermediário entre os deuses e o homem e era quem expirava os pecados de seu povo. Em sua figura, o rei personificava a união ritual entre a existência humana e a divina. Embora conhecesse o mundo dos deuses e pudesse ter relações sexuais com as deusas, era considerado humano, pois não adquiria a imortalidade, característica privativa dos deuses.

A Economia e a Sociedade

Em linhas gerais podemos dizer que a forma de produção predominante na Mesopotâmia baseou-se na propriedade coletiva das terras administrada pelos templos e palácios. Os indivíduos só usufruíam da terra enquanto membros dessas comunidades. Acredita-se que quase todos os meios de produção estavam sobre o controle do déspota, personificação do Estado, e dos templos. O templo era o centro que recebia toda a produção, distribuindo-a de acordo com as necessidades, alem de proprietário de boa parte das terras: é o que se denomina cidade-templo. Estudos recentes mostram que, além do setor da economia dos templos e do palácio, havia um setor privado que participava, também, da economia da cidade-estado. Administradas por uma corporação de sacerdotes, as terras, que teoricamente eram dos deuses, eram entregues aos camponeses. Cada família recebia um lote de terra e devia entregar ao templo uma parte da colheita como pagamento pelo uso útil da terra. Já as propriedades particulares eram cultivadas por assalariados ou arrendatários. Entre os sumerianos havia a escravidão, porém o número de escravos era relativamente pequeno. Em contraste com as cheias regulares e benéficas do Nilo, o fluxo das águas dos rios Tigre e Eufrates, ao subir à Leste pelos Montes Tauro, é irregular e imprevisível, produzindo condições de seca em um ano e inundações violentas e destrutivas em outro. Para manter algum tipo de controle, fazia-se necessário a construção de açudes e canais, alem de complexa organização. A construção dessas estruturas também era dirigida pelo Estado. O controle dos rios exigia numerosíssima mão-de-obra, que o governo recrutava, organizava e controlava. As principais atividades econômicas da Mesopotâmia eram:
- A Agricultura. Era base da Economia. A economia da Baixa Mesopotâmia, em meados do terceiro milênio a.C., baseava-se na agricultura de irrigação. Cultivavam trigo, cevada, linho, gergelim (sésamo, de onde extraiam o azeite para alimentação e iluminação), arvores frutíferas, raízes e legumes. Os instrumentos de trabalho eram rudimentares, em geral de pedra, madeira e barro. O bronze foi introduzido na segunda metade do terceiro milênio a.C., porem, a verdadeira revolução ocorreu com a sua utilização, isto já no final do segundo milênio antes da Era Cristã. Usavam o arado semeador, a grade e carros de roda;
- A Criação de Animais. A criação de carneiros, burros, bois, gansos e patos era bastante desenvolvida;
- O Comércio. Os comerciantes eram funcionários a serviço dos templos e do palácio. Apesar disso, podiam fazer negócios por conta própria. A situação geográfica e a pobreza de matérias primas favoreceram os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores iam vender seus produtos e buscar o marfim da Índia, a madeira do Líbano, o cobre de Chipre e o estanho de Cáucaso. Exportavam tecidos de linho, e tapetes, além de pedras preciosas e perfumes. As transações comerciais eram feitas na base de troca, criando um padrão de troca inicialmente representado pela cevada e depois pelos metais que circulavam sobre as mais diversas formas, sem jamais atingir, no entanto, a forma de moeda. A existência de um comercio muito intenso deu origem a uma organização economia sólida, que realizava operações como empréstimos a juros, corretagem e sociedades em negócios. Usavam recibos, escrituras e cartas de crédito. O comercio foi uma figura importante na sociedade mesopotâmica, e o fortalecimento do grupo mercantil provocou mudanças significativas, que acabaram por influenciar na desagregação da forma de produção templário-palaciana dominante na Mesopotâmia.

As Ciências


- A Astronomia. Entre os babilônicos, foi a principal ciência. Notáveis eram os conhecimentos dos sacerdotes no campo da astronomia, muito ligada e mesmo subordinada a astrologia. As torres dos templos serviam de observatórios astronômicos. Conheciam as diferenças entre os planetas e as estrelas e sabiam prever eclipses lunares e solares. Dividiram o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em sete dias, os dias em doze horas, as horas em sessenta minutos e os minutos em sessenta segundos. Os elementos da astronomia elaborada pelos mesopotâmicos serviram de base à astronomia dos gregos, dos árabes e deram origem à astronomia dos europeus;
- A Matemática. Entre os caldeus, alcançou grande progresso. As necessidades do dia-a dia levaram a um certo desenvolvimento da matemática.Os mesopotâmicos usavam um sistema matemático sexagesimal (baseado no número 60). Eles conheciam os resultados das multiplicações e divisões, raízes quadradas e cúbicas e equações do segundo grau. Os matemáticos indicavam os passos a serem seguidos nessas operações, através da multiplicação dos exemplos. Jamais divulgaram as formulas dessas operações, o que tornaria as repetições dos exemplos desnecessárias. Também dividiram o círculo em 360 graus, elaboraram tábuas correspondentes às tábuas dos logarítimos atuais e inventaram medidas de comprimento, superfície e capacidade de peso;
- A Medicina. Os progressos da medicina foram grandes (catalogação das plantas medicinais, por exemplo).Assim como o direito e a matemática, a medicina estava ligada a adivinhação. Contudo, a medicina não era confundida com a simples magia. Os médicos da Mesopotâmia, cuja profissão era bastante considerada, não acreditavam que todos os males tinham origem sobrenatural, já que utilizavam medicamentos à base de plantas e faziam tratamentos cirúrgicos. Geralmente, o medico trabalhava junto com um exorcista, para expulsar os demônios, e recorria aos adivinhos, para diagnosticar os males.

As Letras

demônio, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica.]]
- A escrita. A escrita cuneiforme, grande realização sumeriana, usada pelos sírios, hebreus e persas, surgiu ligada às necessidades de contabilização dos templos. Era uma escrita ideográfica, na qual o objeto representado expressava uma idéia. Os sumérios - e, mais tarde os babilônicos e os assírios, que falavam acadiano - fizeram uso extensivo da escrita cuneiforme. Mais tarde, os sacerdotes e escribas começaram a utilizar uma escrita convencional, que não tinha nenhuma relação com o objeto representado. As convenções eram conhecidas por eles, os encarregados da linguagem culta, e procuravam representar os sons da fala humana, isto é, cada sinal representava um som. Surgia assim a escrita fonética, que pelo menos no segundo milênio a.C., já era utilizado nos registros de contabilidade, rituais mágicos e textos religiosos. Quem decifrou a escrita cuneiforme foi Henry C. Rawlinson. A chave dessa façanha ele obteve nas inscrições da Rocha de Behistun, na qual estava gravada uma gigantesca mensagem de 20 metros de comprimento por 7 de altura. A mensagem fora talhada na pedra pelo rei Dario, e Rawlinson identificou três tipos diferentes de escrita (antigo persa, elamita e acádio - também chamado de assírio ou babilônico). O alemão Georg Friederich Grotefend e o francês Jules Oppent também se destacaram nos estudos da escrita sumeriana.
- A Literatura. Era pobre. Destacam-se apenas o Mito da Criação e a Epopéia de Guilgamesh - aventura de amor e coragem desse herói semideus, cujo objetivo era conhecer o segredo da imortalidade. Epopéia de Guilgamesh
- O Direito. O Código de Hamurábi, até pouco tempo o primeiro código de leis que se tinha notícia, não é original. É uma compilação de leis sumerianas mescladas com tradições semitas. Ele apresenta uma diversidade de procedimentos jurídicos e determinação de penas para uma vasta gama de crimes. Contém 282 leis, abrangendo praticamente todos os aspectos da vida babilônica, passando pelo comércio, propriedade, herança, direitos da mulher, família, adultério, falsas acusações e escravidão. Suas principais características são: Pena ou Lei de Talião, isto é, “olho por olho, dente por dente” (o castigo do criminoso deveria ser exatamente proporcional ao crime por ele cometido), desigualdade perante a lei (as punições variavam de acordo com a posição social da vitima e do infrator), divisão da sociedade em classes (os homens livres, os escravos e um grupo intermediário pouco conhecido – os mushkhinum) e igualdade de filiação na distribuição da herança. O Código de Hamurábi reflete a preocupação em disciplinar a vida econômica (controle dos preços, organização dos artesãos, etc.) e garantir o regime de propriedade privada da terra. Os textos jurídicos mesopotâmicos invocavam os deuses da justiça, os mesmos da adivinhação, que decretavam as leis e presidiam os julgamentos.

As Artes

Arte Ver: Arte suméria, Arte assíria e Arte babilónica.
- A Arquitetura. A mais desenvolvida das artes, porem não era tão notável quanto a egípcia. Caracterizou-se pelo exibicionismo e pelo luxo. Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos existentes nos céus, de tijolos, por ser escassa a pedra na região;. O zigurate, torre de vários andares, foi a construção característica das cidades-estados sumerianas. Nas construções, empregavam argila, ladrilhos e tijolos.
- Escultura e a pintura. Tanto a escultura quanto a pintura eram fundamentalmente decorativas. A escultura era pobre, representada pelo baixo relevo. Destacava-se a estatuária assíria, gigantesca e original. Os relevos do palácio de Assurbanipal são obras de artistas excepcionais. A pintura mural existia em função da arquitetura.

A Religião

Do mesmo modo que no Egito, a religião era de caráter politeísta. O Sol, a Lua, rios e outros elementos da natureza eram considerados divinos. Além disso, entidades sobrenaturais também eram cultuadas. A religião relacionava-se intimamente com a situação política. Durante o predomínio babilônico, Marduk era o deus hegemônico. Com o predomínio assírio, o deus Assur passou a predominar. Os deuses mesopotâmicos representavam tanto o bem quanto o mal e adotavam represálias contra aqueles que não cumpriam com suas obrigações. O mito do dilúvio, por exemplo, era entendido como castigo dos deuses. A concepção de uma vida além-túmulo era confusa. Acreditavam que os mortos iam para junto de Nergal, o deus que guardava um reino de onde não se poderia voltar.

Adivinhação

A crença na adivinhação era muito presente entre os mesopotâmios. Interpretação de sonhos, o vôo de um pássaro ou análises de fígado e entranhas de animais sacrificados forneciam sinais que deviam ser considerados. No entanto, a astrologia (que se confundia com a astronomia) era a modalidade mais popular de adivinhação. Para os mesopotâmios, a análise dos astros permitia uma antevisão do destino de uma pessoa.

Cronologia dos principais eventos

6000-5000 a.C. -Invenção do arado e da roda. 5000 a.C. -Primeiras aldeias. -Cultivo de cereais. -Cerâmica. 3000 a.C. -Idade do Bronze. -Civilização suméria. -Primeiras cidades. -Foram criados a escrita e o sistema de numeração. 2500 a.C. -Sargão I de Acádia unifica a Mesopotâmia 2000 a.C. -Primeira civilização assíria. -Invasão dos hititas. 1900-1200 a.C. -Primeiro império babilônico. -Reino de Hamurábi. -Código de Hamurabi (até pouco tempo, o primeiro código escrito). 1290 a.C. -Êxodo hebreu do Egito (Moisés). 1200 a.C. -Fim do reino babilônico e dominação assíria na Mesopotâmia. 1100 a.C. -Destruição do Império Hitita. -Nabucodonosor da Babilônia unifica o reino. -Segundo Império Babilônico. -Nasce o reino de Israel. 700 a.C. -Reino dos medos. 600 a.C. -Na Babilônia: Reino de Nabucodonosor II. 550-470 a.C. -Ciro, o Grande, conquista Ecbatana, capital dos medos, e a Babilônia. -Início do reinado persa. 470 a.C. -Alexandre Magno derrota os persas e conquista a Mesopotâmia. -Muitos podem não saber mais estudiosos acreditam que a Pedra filosofal pode ter sido criada lá

Personalidades históricas da Mesopotâmia


- Assaradão
- Assurbanipal
- Hamurabi
- Marduk
- Nabucodonosor II
- Sargão
- Semirâmis
- Tiglat-Piléser III

Cidades e Regiões históricas da Mesopotâmia


- Acádia
- Assíria
- Assur
- Babilônia
- Caldéia
- Kish
- Lagash
- Nimrod
- Nínive
- Nippur
- Samara
- Suméria
- Umma
- Ur
- Uruk


- História
- Oriente Médio
- Iraque Categoria:Ásia ja:メソポタミア ko:메소포타미아 문명 th:เมโสโปเตเมีย

Grécia

A Grécia (em grego: Ελλάδα, Hélada) é o país mais meridional dos Balcãs e confina a norte com a FYROM, com a Bulgária, e com a Albânia, a leste com a Turquia, quer em fronteira terrestre, quer com fronteira marítima no Mar Egeu, a sul com o Mar Mediterrâneo e a oeste com o Mar Jónico, através do qual tem ligação a Itália.

O nome

O port. Grécia, esp. Grecía, it. Grecia, fr. Grèce, ing. Greece, é eruditismo calcado sobre o lat. Graecia — com o etnônimo respectivo port. grego, esp. griego, it. greco, fr. grec, ing. greek, calcado sobre o lat. graecus. O geônimo latino se funda sobre o etnônimo, com sufixo (-ia), latim típico de nome de país ou região. O etnônimo latino é empréstimo ao gr. graikós (grego), que sob a forma plural graikoí (gregos), principiou a ser episodicamente empregado em lugar do gr. héllēnes (helenos) somente depois de Aristóteles. Mesmo o lat. Graecia, antes de designar a totalidade do país, foi usado com epítetos (Graecia Ulterior, Magna Graecia), ou no plural, Graeciae (as Grécias), quando abarcava o todo. O todo em latim foi de início designado como Hellas, - adis, Hélade. Assim, por exemplo, em Plínio, o Velho. Em Cassiodoro já ocorre a forma latina Hellada. Esta, por sua vez, é empréstimo do gr. Hellás - ádos, que desde Ésquilo designa a totalidade da regiões habitadas pelos helenos.

História

Ésquilo A antiga Grécia fazia limites com a Ilíria e a Macedónia ao norte, a leste com o Mar Egeu, a oeste com o Mar Jónico, e ao sul com o Mar Mediterrâneo. Tinha 77.000 Km². As suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima suave faziam da Grécia um dos mais maravilhosos países do mundo antigo.
Foi nesse pequeno país que a primeira civilização européia começou há mais de dois mil anos. Naquele tempo, a Grécia dominava grandes áreas das margens do Mediterrâneo e do mar Negro. Atualmente, a Grécia tem poder reduzido, sendo um dos países menos desenvolvidos da Europa. Atenas é a capital e maior cidade do país. Em Atenas e outras partes da Grécia, existem esplêndidas ruínas que são monumentos do passado glorioso da nação.
Há milhares de anos, os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual que são as bases da democracia. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da Antigüidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade a sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Nunca chegaram a formar um governo nacional, porém estavam unidos pela mesma cultura, religião e língua.

Política

Desde 1975, com a adoção da nova Constituição, a Grécia é uma democracia republicana parlamentarista.

Subdivisões

A Grécia está dividida em 13 regiões administrativas chamadas periferias, que se subdividem em 51 prefeituras (nomoi, singular - nomos).

Geografia

prefeituras O país consiste de um território continental na extremidade sul dos Balcãs, da península do Peloponeso, separada do continente pelo canal de Corinto, e de numerosas ilhas, incluindo Creta, Rodes, Eubéia e os arquipélagos do Dodecaneso e das Cíclades no Mar Egeu, e das Ilhas Jónicas no Mar Jónico. A Grécia tem mais de 14 880 km de costas e uma fronteira terrestre de 1 160 km. Cerca de 80% da Grécia é território montanhoso ou, pelo menos, acidentado. A maior parte do país é seca e rochosa. Só 28% da terra é arável. A Grécia Ocidental contém lagos e zonas húmidas. O Pindo, a cadeia montanhosa central, tem uma elevação média de 2 650 m. O lendário monte Olimpo é o ponto mais alto da Grécia, atingindo 2 917 m acima do nível do mar. O clima grego é semelhante ao português, com invernos suaves e húmidos e verões quentes e secos. As temperaturas só raramente atingem valores extremos, embora ocorra queda de neve nas montanhas e até mesmo em Atenas, em alguns invernos. Ver também: Lista de ilhas da Grécia

Economia

A Economia da Grécia é uma economia capitalista mista com grande participação das empresas governamentais tendo como principal atividade o setor de serviços. A indústria e agricultura respondem por 20% respectivamente do PIB enquanto o turismo gera 15% das receitas do país. O PIB da Grécia (203.3 bilhões de dólares - 2002) per capita (US$ 19,100) está apenas a 70% do nível dos melhores países da União Europeia. A Grécia é um dos países que mais beneficiaram da União Europeia. Obteve um crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem obtendo taxas de crescimento na casa dos 4%, excedendo em 1% a média da União Europeia. Principais produtos: Agropecuária - algodão, azeitona, cabras, fumo, hortaliças, limão, ovelhas, trigo e uva. . Mineração - bauxita, linhita e cromita.Indústria - alimentos e bebidas processadas - cigarros, têxteis, vestuário

Demografia

Cultura

Os remanescentes físicos da cultura da Grécia clássica conservam-se principalmente em Atenas, Delfos, Epidauro, Micenas, Argos e outros sítios, enquanto as esculturas e outros objetos de arte exibidos nos museus gregos (Nacional, de Heracléia, da Acrópole, etc.), e dos principais centros culturais do mundo constituem uma lembrança permanente de copiosa herança cultural helênica, que ainda continua viva na educação dos gregos. Na Grécia moderna destacaram-se sobretudo os poetas. Adquiriu fama internacional Konstantinos Kaváfis, grego de Alexandria que escreveu cerca de duas centenas de poemas, inéditos até sua morte. Comparado ao português Fernando Pessoa, seu contemporâneo e também marcado por uma nostalgia da antiga glória de seu país país, Kaváfis é autor da frase "somos todos gregos". Destacam-se também Georgios Seferis, agraciado com o Prêmio Nobel de literatura de 1963; Angelos Sikelianos; Odysseus Elytis, que obteve o prémio Nobel em 1979; e Yannis Ritsos. O romancista de maior sucesso é o cretense Nikos Kazantakis, autor de Zorba, o grego e A última tentação de Cristo. Dentre os músicos gregos com fama internacional destacam-se Manos Hadjidakis e Mikis Theodorakis. A busca e a sistematização do patrimônio musical popular, que é o objetivo básico de famosos músicos e pesquisadores, tem incentivado a criação de grande número de corais que participam de concursos internacionais. Depois da independência política, a arte grega se inspirou inteiramente na arte ocidental.Entre os pintores figurativos destacam-se Iannis Moralis e Nicos Kontopulos; e entre os abstratos, Alexos Kontopulos e Iannis Spyrapulos. Na escultura devem ser mencionados Vassilakis Takis e Alex Mylona A cultura helenica é famosa por sua mitologia, que incluem deuses, semi deuses, herois e outras entidades que formam o Panteão Grego.

Arte

Tópicos diversos

Links Externos


- [http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=269&p=0 A história da comunidade judaica na Grécia]
- [http://www.suapesquisa.com/grecia História da Grécia]
- [http://www.brasilescola.com/historiag/grecia-antiga.php A história da Grécia Antiga]
- [http://www.olympion.de/greek-embassies-worldwide.html A list of Greek Embassies Worldwide]
- [http://www.mundosites.net/historiageral/grecia.htm Guia de Sites sobre a História da Grécia] Categoria:Países da Europa Categoria:Países balcânicos fiu-vro:Kriika ja:ギリシャ ko:그리스 ms:Yunani roa-rup:Gârţii simple:Greece th:ประเทศกรีซ zh-min-nan:Hi-lia̍p

Platô

Planalto ou platô é como é classificado uma forma de relevo constituída por uma superfície elevada, com cume mais ou menos nivelado, geralmente devido à erosão. É convencionado designar de planalto apenas a formações com altitudes maiores que 300 metros. Podemos considerar, por exemplo, o planalto do Tibete, o maciço central de França ou mesmo a Meseta Ibérica são superfícies planálticas importantes.

Tipos de planalto

Existem planaltos de montanha, se estes se encontrarem rodeados de montanhas; planaltos de sopé, se encontrarem-se num nível de transição entre uma montanha e uma planície; ou planaltos continentais se ascendem abruptamente de terrenos pouco elevados ou do próprio mar. Categoria:Geografia ja:台地 ko:대지 (지형) zh-min-nan:Koân-phiâⁿ



Vale

O significado original de vale é o seguinte:
- Vale - terreno situado entre dois declives (geografia) A expressão também pode se referir a diferentes localidades (que, em geral, têm como características estarem situadas em vales):
- Em Portugal:
  - Vale - freguesia no concelho de Arcos de Valdevez, Portugal
  - Vale - freguesia no concelho de Santa Maria da Feira, Portugal
- No Brasil:
  - Em São Paulo
    - Vale do Paraíba
    - Vale do Ribeira
    - Na cidade de São Paulo:
      - Vale do Anhangabaú

Rio Tigre

] O rio Tigre (em árabe دجلة, Dijla, em turco: Dicle; na Bíblia Hiddekil) é o mais oriental dos dois grandes rios que delineiam a Mesopotâmia, junto com o Eufrates, que corre desde as montanhas de Anatólia através do Iraque. De fato, o nome "Mesopotâmia" significa terra entre os rios. O Tigre tem 1800 km de extensão. Nasce nos Montes Tauros da Turquia oriental e corre geralmente para sudeste até unir-se ao rio Eufrates, próximo a Al Qurna no sul do Iraque. Os dois rios formam o canal de Shatt al-Arab, que desemboca no Golfo Pérsico. Neste rio desembocam muitos afluentes, como o Diyala e o Zab. Bagdá, a capital iraquiana, situa-se na margem oeste do Tigre, enquanto que a cidade portuária de Basra localiza-se junto ao rio Shatt al-Arab. Na antiguidade, muitas das grandes cidade da Mesopotâmia situavam-se junto a algum desses dois rios, ou pelo menos próximas a eles, aproveitando suas águas para irrigar a civilização suméria. Entre as cidades mais importantes do Tigre encontravam-se Nínive, Ctésifon e Seleúcia, enquanto que a cidade de Lagash estava irrigada pela água do Tigre através de um canal construído em 2400 a.C. A cidade natal de Saddam Hussein, Tikrit, também encontra-se junto ao rio, tanto que seu nome está baseado no do próprio rio.


- Rio Eufrates Tigre Tigre ja:チグリス川

Iraque

O Iraque é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Turquia, a leste pelo Irão, a sul pelo Golfo Pérsico, pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e pela Síria. Capital: Bagdá.

História

Política

Subdivisões

Veja também:

Geografia

Demografia

A segunda maior cidade do Iraque é Baçorá.

Cultura


- Ásia
- Golfo Pérsico
- Lista de países

Categoria:Países da Ásia Categoria:Iraque ja:イラク ko:이라크 ms:Iraq simple:Iraq th:ประเทศอิรัก zh-min-nan:Iraq

Deserto

Em geografia, um deserto é uma forma de paisagem ou região que recebe pouca precipitação pluviométrica. Como conseqüência, os desertos têm a reputação de serem capazes de sustentar pouca vida. Comparando-se com regiões mais úmidas isto pode ser verdade, porém, examinando-se mais detalhadamente, os desertos freqüentemente abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) para conservar umidade. Aproximadamente 1/3 da superfície continental da Terra é deserto. As paisagens desérticas têm alguns elementos em comum. O solo do deserto é principalmente composto de areia, e dunas podem estar presentes. Paisagens de solo rochoso são típicas, e refletem o reduzido desenvolvimento do solo e a escassez de vegetação. As terras baixas podem ser planícies cobertas com sal. Os processos de erosão eólica (isto é, provocados pelo vento) são importantes fatores na formação de paisagens desérticas. Os desertos algumas vezes contêm depósitos minerais valiosos que foram formados no ambiente árido ou que foram expostos pela erosão. Por serem locais secos, os desertos são locais ideais para a preservação de artefatos humanos e fósseis.

Tipos de deserto

A maioria das classificações repousa numa combinação de número de dias de chuva por ano, a quantidade pluviométrica anual, temperatura, umidade e outros fatores. Em 1953, Peveril Meigs dividiu as regiões desérticas da terra em três categorias, de acordo com o total de chuva que recebiam. Por este sistema, hoje amplamente aceito, terras extremamente áridas são as que têm pelo menos 12 meses consecutivos sem chuva; terras áridas têm menos de 250 milímetros de chuva anual, e terras semi-áridas têm uma média de precipitação anual entre 250 e 500 milímetros. As terras áridas e extremamente áridas são os desertos, e terras semi-áridas cobertas de gramíneas geralmente são chamadas de estepes. No entanto, a aridez sozinha não fornece uma descrição exata do que é um deserto. Por exemplo: a cidade de Phoenix, no Arizona recebe menos de 250 mm (10 polegadas) de chuva por ano, e é imediatamente reconhecida como sendo localizada em um deserto. Porém, algumas regiões gélidas do Alasca ou da Antártida também recebem menos de 250 mm de chuva por ano, e não podem ser consideradas desertos. A diferença reside numa coisa chamada evapotranspiração. A evapotranspiração é a combinação de perda de água por evaporação atmosférica da água do solo, junto com a perda de água também em forma de vapor, através dos processos vitais das plantas. O potencial de evapotranspiração é, portanto, a quantidade de água que poderia evaporar numa dada região. A cidade de Tucson, no Arizona, recebe uns 300 mm (12 polegadas) anuais de chuva, no entanto, uns 2500 mm, (100 polegadas) de água poderiam evaporar no período de 1 ano. Em outras palavras, significa que quase 8 vezes mais água poderia evaporar da região do que normalmente cai. Já as taxas de evapotranspiração em regiões do Alasca são bastante inferiores; então, mesmo recebendo precipitações mínimas, estas regiões específicas são bem diferentes da definição mais simples de um deserto: um lugar onde a evaporação supera o total da precipitação pluviométrica. Dito isto, há diferentes formas de desertos. Desertos frios podem ser cobertos de neve; estes locais não recebem muita chuva, e a que cai permanece congelada como neve compacta. Estas áreas são comumente chamadas de tundra, quando nelas existe uma curta estação com temperaturas acima de zero graus Celsius e alguma vegetação floresce neste período; ou de regiões de capa de gelo, se temperatura permanece abaixo do ponto de congelamento durante todo o ano, deixando o solo praticamente sem formas de vida. A maioria dos desertos não-polares ocorre por que eles têm pouquíssima água. A água tende a refrescar, ou pelo menos a moderar, os efeitos do clima onde ela é abundante. Em algumas partes do mundo, os desertos surgem devido à existência de barreiras à chuva, quando as massas de ar perdem a maior parte de sua umidade sobre uma cadeia de montanhas; outras áreas são áridas em virtude de serem muito distantes das fontes mais próximas de umidade (isto é verdade em algumas áreas do Globo em latitudes médias, particularmente na Ásia). Os desertos também são classificados por sua localização geográfica e padrão climático predominante, como ventos alísios, latitudes médias, barreiras anti-chuvas, costeiros, de monção, e polares. Antigas áreas desérticas presentes em regiões não-áridas formam os chamados paleodesertos. Há ainda os desertos extra-terrestres, em outros planetas.

Desertos em regiões de ventos alísios

Os ventos alísios ocorrem duas faixas do globo divididas pela Linha do Equador, e se formam pelo aquecimento do ar junto à região equatorial. Estes ventos secos dissipam a cobertura de nuvens, permitindo que mais luz do sol aqueça o solo. A maioria dos grandes desertos da Terra está em regiões cruzadas por ventos alísios. O maior deserto do nosso planeta, o Saara no norte da África, que já experimentou temperaturas de 57° C, é um deserto de ventos alísios.

Desertos de latitudes médias

Desertos de latitudes médias ocorrem entre os paralelos 30° e 50° N. e também na mesma faixa no hemisfério sul, em zonas de alta pressão subtropicais. Estes desertos estão em bacias de drenagem distantes dos oceanos e têm grandes variações de temperaturas anuais. O deserto de Sonora, no sudoeste da América do Norte é um típico deserto de latitude média. O deserto de Tengger, na China é um outro exemplo.

Desertos devido a barreiras ao ar úmido

Desertos deste tipo se formam devido a grandes barreiras montanhosas que impedem a chegada de nuvens úmidas nas áreas a sotavento (ou seja, protegidas do vento, que traz a umidade). À medida em que o ar sobe a montanha, a água se precipita e o ar perde seu conteúdo úmido. Assim, um deserto se forma do lado oposto. O Deserto da Judéia em Israel e Palestina, é um exemplo.

Desertos costeiros

Desertos costeiros geralmente são nas bordas ocidentais de continentes próximas aos Trópicos de Câncer e de Capricórnio. Eles são afetados por correntes oceânicas costeiras frias, que correm paralelas à costa. Devido aos sistemas de vento locais dominarem os ventos alísios, estes desertos são menos estáveis que os de outros tipos. No inverno, nevoeiros, produzidos por correntes frias ascendentes, freqüentemente cobrem os desertos costeiros com um manto branco que bloqueia a radiação solar. Os desertos costeiros são relativamente complexos, pois eles são o produto de sistemas terrestres, oceânicos e atmosféricos. Um deserto costeiro, o Atacama, é o mais seco da Terra. Nele, uma chuva possível de ser medida - isto é, de 1 mm ou mais - pode ocorrer uma vez a cada 5 ou até a cada 20 anos. Dunas em forma de lua crescente são comuns desertos costeiros, como o Namib, na África, onde prevalecem os ventos do continente para o mar.

Desertos de monção

"Monção," derivada de uma palavra árabe que significa "estação climática", refere-se a um sistema de ventos com acentuada reversão sazonal. As monções se desenvolvem em resposta a variações de temperatura entre os continentes e os oceanos. Os ventos alísios do sul do Oceano Índico, por exemplo, despejam pesadas chuvas naÍndia ao chegarem à costa. Conforme a monção cruza a Índia, ela perde sua umidade no lado oriental da cadeia montanhosa Aravalli. O deserto do Rajastão na Índia, e o deserto Thar no Paquistão, são parte de uma região de deserto de monção a oeste da cadeia de montanhas.

Desertos polares

Desertos polares são áreas com precipitação anual inferior a 250 mm e uma temperatura média no mês mais quente do ano inferior a 10° C. Os desertos polares do planeta cobrem quase 5 milhões de km2 e são principalmente leitos de rocha ou planícies de cascalho. Dunas de areia não são típicas destes desertos, porém dunas de neve comumente ocorrem em áreas onde a precipitação local é mais abundante. As mudanças de temperatura em desertos polares freqüentemente ultrapassam o ponto de congelamento da água. Esta alternância gelo-degelo deixa marcas características no solo, que chegam a 5 metros de diâmetro. Os vales secos da Antártida têm permanecido livres de gelo há milhares de anos. Em campos de gelo permanente se encontram ecossistemas simples. Sobre a neve antiga se desenvolvem algas, os nutrientes tendem a concentrar-se à medida que neve e gelo se evaporam. Algumas destas algas são de cor vermelha brilhante. Existem ecossistemas marinhos ativos no gelo e na água, debaixo do grande mar de gelo que cobre o oceano polar. Um ecossistema diversificado de algas e pequenos consumidores vive no lado inferior do gelo; estes sistemas utilizam luz solar que penetra no gelo durante o verão, como fonte de energia. As águas que fluem por debaixo do gelo também carregam matéria orgânica produzida em outros lugares, abastecendo de alimento uma grande população de peixes. Muitos mamíferos marinhos vivem de pescado; assim, focas, orças(baleias) e ursos polares estão no topo da cadeia alimentar polar.

Paleodesertos (desertos "fósseis")

Pesquisas em mares de areia (vastas regiões de dunas) antigos, mudanças em bacias lacustres, análises arqueológicas e de vegetação indicam que as condições climáticas mudaram consideravelmente em vastas áreas do planeta num passado geológico recente. Durante os últimos 12.500 anos, por exemplo, partes de alguns desertos já foram bem mais áridas do que são hoje. Cerca de 10% da terra situada entre a latitude 30° N. e 30° S. é hoje coberta por mares de areia. No entanto, 18.000 anos atrás, mares de areia formando dois imensos cinturões ocupavam quase 50% desta área. Tal como ocorre hoje, florestas tropicais e savanas ocupavam a zona entre estas duas faixas. Sedimentos fósseis de desertos com até 500 milhões de anos foram encontrados em muitas partes do globo. Padrões de sedimentos de dunas foram encontrados em áres que hoje não são desérticas. Muitas destas "relíquias" de dunas hoje recebem entre 80 e 150 mm de chuva por ano. Algumas antigas regiões de dunas hoje são ocupadas por florestas tropicais úmidas. As montanhas de areia chamadas Sand Hills são um campo de dunas inativo de 57.000 km2 no centro de Nebraska. O maior mar de areia no hemisfério ocidental está hoje estabilizado por vegetação, e recebe cerca de 500 mm de chuva por ano. As dunas de Sand Hills chegam aos 120 m de altura. O deserto do Kalahari também é um paleodeserto.

Desertos em outros planetas

Kalahari Marte é o único dentre os outros planetas do sistema solar no qual já se identificou fenômenos eólicos. Apesar de sua pressão atmosférica na superfície ser apenas 1/100 da terrestre, os padrões de circulação atmosférica em Marte formaram um mar de areia circumpolar com mais de 5 milhões de km2, maior que os maiores mares de areia da Terra. Os mares de areia marcianos consistem principalmente de dunas em forma de meia-lua em áreas planas próximas à camada perene de gelo do pólo norte do planeta. Campos de dunas menores ocupam o fundo de muitas crateras nas regiões polares marcianas. Definir um deserto somente pela ausência de chuva, ao invés de também considerar fatores eólicos, classificaria como tal todos os fenômenos similares a este fora do nosso planeta. O único corpo celeste onde se considera possível que exista precipitação é Titã, a lua de Saturno; ela não tem água em estado líquido, no entanto é possível que tenha metano e outros hidrocarbonetos em estado líquido.

Características dos desertos

A areia cobre apenas 20% dos desertos terrestres. A maior parte da areia está em lençóis de areia e bancos de areia--vastas regiões de dunas onduladas que lembram as ondas no mar. Quase 50% das superfícies dos desertos são planícies onde a ação eólica - removendo os pequenos grãos de areia -expôs cascalho solto composto principalmente de pedriscos ásperos, mas às vezes com pedras arredondadas. Outras superfícies de terras áridas são compostas de leitos de pedra aflorados e expostos, solos desérticos e depósitos fluviais, incluindo depósitos aluviais, leitos secos, lagos do deserto e oásis. Afloramentos de leitos de pedra normalmente ocorrem como pequenos montes, cercados por extensas planícies erodidas. Oásis são áreas com vegetação irrigada por fontes subterrâneas, poços ou por irrigação. Muitos são artificiais. Os oásis são freqüentemente o único lugar nos desertos que permitem ao homem efetuar plantios e fixar moradia permanente.

Solos

Os solos que se formam em climas áridos são predominantemente minerais com pouca matéria orgânica. A repetida acumulação de água em alguns solos forma muitos depósitos de sal. O carbonato de cálcio precipitado de uma solução pode cimentar areia e cascalho em blocos duros, que chegam a ter espessuras de até 50 metros. O caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. Ele normalmente ocorre em forma de nódulos ou como cobertura de grânulos minerais formados pela complicada interação entre a água e o gás carbônico liberado pelas raízes das plantas ou pela decomposição de matéria orgânica.

Vegetação

matéria orgânica A maioria das plantas do deserto são tolerantes à seca e à salinidade, tais como as xerófitas. Algumas armazenam água em suas folhas, raízes e caules. Outras plantas do deserto têm longas raízes que penetram até o lençol freático, firmam o solo e evitam a erosão. Os caules e folhas de algumas plantas reduzem a velocidade superficial dos ventos que carregam areia, protegendo assim o solo da erosão. Os desertos normalmente têm uma cobertura vegetal esparsa porém muito diversificada. O deserto de Sonora no sudoeste americano tem a vegetação desértica mais complexa da Terra. O gigantesco cactus saguaro fornece ninhos às aves do deserto e funciona como "árvore". O saguaro cresce lentamente mas pode viver 200 anos. Aos 9 anos, ele tem cerca de 15 cm de altura. Aos 75 anos, o cactus desenvolve seus primeiros ramos. Quando totalmente adulto, o saguaro chega a 15 metros de altura e pesa quase 10 toneladas. Eles povoam o deserto de Sonora e reforçam a impressão de que os desertos são áreas ricas em cactus. Apesar dos cactus serem normalmente considerados plantas dos desertos, outros tipos de plantas se adaptaram à vida em meio árido. Isto inclui plantas da família da ervilha e do girassol. Os desertos frios têm como vegetação predominante gramíneas e arbustos.

Água

A chuva às vezes cai nos desertos, e tempestades no deserto freqüentemente são violentas. Um recorde de 44 mm em 3 horas de chuva já foi registrado no Saara. Grandes tempestades no Saara podem despejar quase 1 mm de chuva por minuto. Canais normalmente secos, chamados de arroios ou wadis, podem encher após chuvas pesadas, e chuvas rápidas os tornam perigosos. Apesar de poucas chuvas caírem nos desertos, estes recebem água corrente de fontes efêmeras, alimentadas pela chuva e neve de montanhas adjacentes. Estas torrentes enchem os canais com uma camada de lama e freqüentemente transpotam consideraveis quantidades de sedimento por um ou dois dias. Apesar de a maioria dos desertos se situarem em bacias com drenagem fechada ou interior, uns poucos desertos são atravessados por rios 'exóticos', isto é, com nascentes e parte do curso fora da área desértica. Tais rios infiltram no solo e perdem por evaporação grandes quantidades de água large em suas jornadas pelos desertos, porém seus volumes de água são tais que mantêm sua perenidade. O rio Nilo, o Colorado e o Rio Amarelo são rios exóticos que correm em meio a desertos para levarem seus sedimentos até o mar. Lagos se formam onde a chuva ou água de degelo no interior das bacias de drenagem é suficiente. Os lagos dos desertos são geralmente rasos, temporários e salgados. Por serem rasos e terem um gradiente de profundidade reduzido, a força do vento pode fazer as águas do lago se espalharem por vários quilômetros quadrados. Quando os pequenos lagos secam, deixam uma crosta de sal no fundo. A área plana formada com argila, lama ou areia encrustrada com sal, é conhecida como salar, ou, no México, "playa". Há mais de cem "playas" nos desertos norte-americanos. Muitas são relíquias de grandes lagos que existiram durante a última era glacial, quase 12.000 anos atrás. O Lago Bonneville era um lago com 52.000 km2 e quase 300 metros de profundidade entre Utah, Nevada e Idaho durante a última glaciação. Hoje os remanescentes do Lago Bonneville incluem o Grande Lago Salgado em Utah, o Lago Utah e o Lago Sevier. Como as "playas" de hoje são solos áridos formados durante um passado mais úmido, elas contêm pistas úteis sobre as mudanças climáticas. Os terrenos planos do fundo de antigos lagos e "playas" os tornam excelentes pistas de corrida e de testes para aviões e veículos espaciais. Recordes de velocidade em veículos terrestres são comumente estabelecidos na chamada Bonneville Speedway, uma pista no fundo do Grande Lago Salgado. Ônibus espaciais pousam na "playa" de Rogers Lake, na base aérea de Edwards, na Califórnia.

Recursos minerais

Alguns depósitos minerais se formaram, foram enriquecidos ou preservados por processos geológicos que ocorrem em regiões áridas, como conseqüência do clima. A água no solo lixivia os minerais e os redeposita em zonas próximas ao lençol freático. Este processo de lixiviação concentra estes minerais em depósitos que podem ser minerados. A evaporação em terras áridas aumenta a acumulação mineral em áreas onde se formam lagos temporários. Os salares ou "playas" podem ser fontes de depósitos minerais formados por evaporação. A evaporação em bacias fechadas precipita minerais tais como o gesso, sais (incluindo o nitrato de sódio ou salitre, e o cloreto de sódio), e os boratos. Os minérios formados nestes depósitos após evaporação dependem da composição e da temperatura das águas salinas no momento de sua formação. Depósitos de evaporação significativos ocorrem no Deserto da Grande Bacia nos EUA, depósitos que ficaram famosos pela exploração e posterior transporte em lombo de mulas desde o Vale da Morte até a ferrovia. O boro, obtido do bórax e de boratos depositados, é um elemento essencial na manufatura de vidros, cerâmicas, esmaltes, produtos químicos para a agricultura e farmacêuticos. Grandes quantidades de boratos são extraídas de depósitos de evaporação na Califórnia. O deserto do Atacama, no Chile, América do Sul, é único entre os desertos do mundo em termos de abundância de minerais salinos. O nitrato de sódio (salitre) foi explorado para a manufatura de explosivos e fertilizantes no Atacama desde meados do século XIX. Quase 3 milhões de toneladas métricas foram exploradas durante a Primeira Guerra Mundial. Entre os minerais valiosos encontrados em zonas áridas temos o cobre nos desertos dos EUA, Chile, Peru e Irã; minérios de ferro, chumbo e zinco na Austrália; cromita na Turquia; além de depósitos de ouro, prata e urânio na Austrália e nos EUA. Minerais não metálicos tais como o berílio, a mica, lítio, argilas, pedra-pomes e escória também ocorrem em regiões áridas. O carbonato de sódio, sulfatos, boratos, nitratos e compostos de lítio, bromo, iodo, cálcio e estrôncio vêm de sedimentos e evaporação de águas salinas próximas à superfície, formadas por corpos subterrâneos de água, em geral durante períodos geológicos recentes. A formação de Green River no Colorado, em Wyoming, e Utah contém depósitos aluviais e salares de evaporação criados num enorme lago cujo nível variou por milhões de anos. Depósitos economicamente importantes de soda (isto é, bicarbonato de sódio hidratado, uma importante fonte de compostos deste metal), e grandes depósitos de xisto betuminoso foram criados em ambientes áridos. Algumas das áreas mais produtivas em petróleo na Terra são encontradas em regiões áridas e semi-áridas da África e do Oriente Médio, apesar de as jazidas de petróleo terem se formado originalmente no leito do mar. Mudanças climáticas recentes transformaram os locais destas jazidas em regiões áridas. Outras jazidas de petróleo, entretanto, podem ter tido origem eólica, e atualmente são encontradas em zonas úmidas. A região de Rotliegendes, uma jazida de petróleo no Mar do Norte, está associada com extensos depósitos por evaporação. Muitas das principais jazidas petrolíferas dos EUA podem ter se originado entre areias levadas pelo vento. Antigos depósitos aluviais também podem ser reservatórios de hidrocarbonetos.

Alguns desertos no mundo

Américas


- Deserto de Atacama no Chile (América do Sul)
- Mojave, Sonora, Chihuahua (América do Norte) para

Ásia-Pacífico


- Deserto de Gobi ou deserto da Mongólia; Taklamakan (na China).
- Deserto de Kara Kum na Ásia Central.
- Kyzyl Kum no Casaquistão e Uzbequistão
- Negev no sul de Israel
- Deserto da Judéia leste de Israel e da Palestina
- os desertos da Austrália
- O deserto do Chile que é o mais quente do mundo

Veja também


- outback australiano
- oásis
- sobrevivência no deserto Categoria:Clima ja:砂漠 ko:사막

Solo

Em agricultura e geologia, solo é a camada que recobre as rochas. É constituído de proporções e tipos variáveis de minerais (formados por intemperismo da rocha subjacente, a rocha-mãe) e de húmus (matéria orgânica decomposta por ação de organismos do solo). Também se refere, de modo mais restrito (especialmente na agricultura), à camada onde é possível desenvolver-se a vida vegetal. O nome técnico para o solo, em geologia, é manto de intemperismo, e ele se localiza logo acima da litosfera. É no solo que se desenvolve a maior parte da vida terrestre, fluvial, lacustre e marítima. As criaturas, bem como o vento e as águas, são os agentes de formação e modificação do solo. A maior parte dos solos têm entre 1 e 1,5 metro de profundidade. Os solos são estudados, dentro da Geologia, por uma ciência chamada pedologia, que classifica os solos da Terra pela composição e fertilidade. A composição do solo determina seu pH, fator importante na fisiologia vegetal. Ao analisar o solo, considera-se sua fisionomia física antes de estudar a composição química. Nesta análise visual inicial, se distingue os horizontes do solo, detectando-se a translocação de argilas e matéria orgânica pela cor e consistência. Depois recolhe-se amostras que serão analisadas para determinar a composição em areia (grossa e fina), argila e limo. Essas partículas se distinguem primeiro pelo tamanho, mas suas propriedades são diferentes, por exemplo, as argilas adsorvem partículas. Durante décadas se supôs que a fertilidade do solo fosse fator de sua composição química, exclusivamente. Atualmente se intensifica o estudo dos microrganismos do solo, após o reconhecimento de sua importância par a agricultura. Aproximadamente 95% da microfauna do solo é desconhecida. Categoria:Geologia Categoria:Agricultura ja:土

Agricultura

] Agricultura é a arte ou processo de usar o solo para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia e matéria prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas e contemplação estética. A quem trabalha na agricultura chama-se agricultor. O termo fazendeiro se aplica ao proprietário de terras rurais onde, normalmente, é praticada a agricultura ou pecuária ou ambos.

Etimologia

O prefixo agro tem origem no verbete latino agru que significa "terra cultivada ou cultivável; campo" (zona rural ou não urbana). Pecuária é um termo específico usado para denotar o uso de animais para produzir alimentos (carne e leite) ou matéria prima para calçados e roupas (couro e fibra do bicho-da-seda). A união dos dois termos, agropecuária designa a teoria e a prática da agricultura e da pecuária em suas relações mútuas. No Brasil é comum o fazendeiro se autodenominar agropecuarista quanto planta e cria animais, só agricultor, quando não cria animais e só pecuarista quando só a isto se dedica. A expressão Pecuária de Corte diz respeito à atividade de produção de bovinos e bubalinos para abate, com o objetivo de fornecer principalmente carne (para alimentação humana) e pele (para produção de couro usado na fabricação de sapatos e estofados.Já a expressão Pecuária de Leite é usada para tratar da atividade de produção de leite, especialmente de vacas bovinas e bubalinas. As palavras que denotam a criação de outros animais com objetivos econômicos são: suinocultura: criação de suínos. equideocultura: criação de eqüinos (cavalos, asininos(asnos)e muares (burros e mulas, híbridos das duas espécies anteriores). sericultura: criação do bicho-da-seda. avicultura de corte: criação de frangos (galináceos jovens de ambos os sexos) para abate. avicultura de postura: criação de galinhas (fêmeas galináceas maduras sexualmente) para obtenção de ovos.

História

Supostamente, a cerca de 10 mil anos atrás durante a Pré-história no período do neolítico ou período da pedra polida, alguns indivíduos de povos caçadores-coletores notaram que alguns grãos que eram coletados da natureza para a sua alimentação poderiam ser enterrados, isto é, "plantados" a fim de produzir novas plantas iguais às que os originaram. Como essa prática permitiu o aumento da oferta de alimento dessas pesssoas, as plantas começaram a ser cultivadas muito próximas uma das outras. Isso porque elas podiam produzir frutos, que eram facilmente colhidos quando maturassem, o que permitia uma maior produtividade das plantas cultivadas em relação ao seu habitat natural). Logo, as frequentes e perigosas buscas à procura de alimentos eram evitadas. Com o tempo, as pessoas foram selecionando os melhores grãos selvagens e foram selecionados aqueles que possuíam as características que mais interessavam aos primeiros agricultores, tais como: tamanho, quantidade produzida, sabor, etc. Asssim surgiu o cultivo das primeiras plantas domésticadas, entre as quais se inclui o trigo e a cevada. O início das atividades agrícolas separa o período neolítico do imediatamente anterior período da pedra lascada . Como é anterior à história escrita, os primórdios da agricultura são obscuros, mas admite-se que ela tenha surgido e modo independentemente em diferentes lugares do mundo, provavelmente nos vales e várzeas fluviais habitados por antigas civilizações. Durante o período neolítico as principais áreas agricolas estavam localizadas nos vales dos rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrades (Mesopotâmia, atualmente conhecida como Irã e Iraque), Amarelo e Azul (China). Há registros de cultivos em pelo menos três regiões diferentes do mundo em épocas distintas: Mesopotâmia (possivelmente pela cultura Natufiana), América Central (pelas culturas pré-colombianas) e nas bacias hidrográficas da China e da Índia. Mudanças no clima ou desenvolvimentos da tecnologia humana podem ter sido as razões iniciais que levaram à descoberta da agricultura. A agricultura permite a existência de aglomerados humanos com muito maior densidade populacional que os que podem ser suportados pela caça e coleta. Houve uma transição gradual na qual a economia de caça e coleta coexistiu com a economia agrícola: algumas culturas eram deliberadamente plantadas e outros alimentos eram obtidos da natureza. A importância da prática da agricultura na história do homem foi fundamental porquanto os grupos que iniciaram esta prática como sua maior fonte de subsistência, se obrigaram a se fixar no território para aguardar (e guardar) a colheita, ao contrário dos retardatários que continuaram nômades, perambulando à procura de novos campos da caça. Com isto, o grupo que se fixou na terra tinha mais tempo dedicado a atividades com objetivos diferentes de produzir alimentos, que resultaram em novas tecnologias e a acumulação de bens de capital, daí aculturamento e o melhoramento do padrão de vida. Exemplo disto é a arquitetura, que se iniciou para melhorar as condições habitacionais e de outras construções de caráter permanente. A mesma hipótese aplica-se à pecuária, ou seja, a domesticação de animais como cães e ovelhas. Supostamente, os cães foram derivados por seleção genética de filhotes de cães selvagens que viviam em volta dos acampamentos humanos, se alimentando de restos de carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. Ainda supostamente, os seres humanos reconheceram certa utilidade nesses animais pois eles davam alarme da presença de outros animais selvagens mais perigosos (como os lobos e os grandes felinos). Eventualmente, alguns filhotes foram retirados das suas tocas, após a morte de suas mães.Esses filhotes foram levados para aos acampamentos humanos e criados juntamente com as pessoas. Com o passar do tempo, como os animais que apresentavam características ferozes eram impedidos de se acasalar, houve uma seleção de animais mais mansos (aos quais era permitido o acasalamento). Isto levou eventualmente à criação de uma nova espécie, os cães domésticos. De maneira semelhante, espécies de animais selvagens (como ovelhas e bovinos selvagens) foram usadas na criação de seus correspondentes domésticos (ovelhas e bovinos). Além de alimentos para uso dos seres humanos e de seus animais de estimação, a agricultura produz mercadorias tão diferentes como flores e plantas ornamentais, fertilizantes orgânicos, produtos químicos industriais (látex e etanol), fibras (algodão, linho e cânhamo), combustíveis (madeira para lenha, etanol, metanol, biodiesel). A eletricidade pode ser gerada de gás de metano de dejetos animais e de resíduos vegetais processados em biodigestor ou da queima de madeira especialmente produzida para produção de biomassa (através do cultivo de árvores que crescem rapidamente, como por exemplo, algumas espécies de eucaliptos). Do ponto de vista técnico e científico, a evolução da agricultura é dividido em três etapas principais: Antiga, Moderna e Contemporânea.

Política Agrícola

Política agrícola foca as metas e os métodos de produção da agricultura. A este nível, estas metas incluem, entre outros assuntos:
- higiene alimentar: a busca de que a produção de alimentos estejam livres de contaminações de qualquer natureza.
- segurança alimentar: a busca que a quantidade de alimento produzida esteja de acordo com a quantidade para suprir necessidades da população.
- qualidade alimentar: a busca de que os alimentos produzidos tenham sempre uma qualidade conhecida. A agricultura de subsistência é aquela que produz alimento suficiente para as necessidades do fazendeiro e de sua família. A agricultura comercial (adotada quase universalmente nas nações desenvolvidas e cada vez mais nas em desenvolvimento) visa a produção de renda financeira através da produção de plantas e animais que são demandados no mercado. A agricultura é uma arte prática enquanto que o estudo científico destas disciplinas é chamado de Ciências Agrícolas (ou, como também é chamada, Agronomia). No Ocidente, é cada vez maior o uso na Agricultura de processos técnicos avançados desenhados para economizar trabalho através de sistemas de produção que usam insumos e máquinas caras e complexas. O objetivo é produzir mais eficientemente (a mesma quantidade de produto utilizando menos insumos ou maior quantidade de produto usando a mesma quantidade de insumos)de maneira a diminuir seu custo unitário e assim aumentar os ganhos ou rendimentos financeiros dos produtores. No entanto, o patenteamento de sementes, a poluição das águas superficiais com resíduos de fertilizantes e pesticidas (herbicidas, inseticidas e fungicidas), a alteração genética de plantas e animais, a destruição de habitats (com a consequente extinção de espécies animais, vegetais e de microrganismos) têm criado um movimento ecológico que prega a necessidade de métodos alternativos de produção (como a agricultura orgânica e a permacultura).

Métodos usados em Agricultura


- Aração
- Irrigação
- Fertilizantes
- Rotação de culturas
- Plantio Direto - sul do Brasil
- Remoção de ervas daninhas
- Seleção genética
- Cercas
- Roças ou "Queimadas"
- Conservação de solo

Plantas domésticas

A seleção genética das plantas foi feita inicialmente com o objetivo de aumentar sua produtividade e melhorar seu sabor e valor nutricional. Mais recentemente, técnicas modernas como a engenharia genética têm sido usadas para modificar os aspectos constitucionais das plantas naturais. As culturas principais são trigo, milho, arroz, soja, sorgo e o milheto. Veja também:
- Lista de árvores
- Lista de ervas aromáticas
- Lista de frutas
- Lista de hortaliças
- Lista de plantas domésticas
- Lista de plantas do cerrado
- Lista de plantas ornamentais
- Lista de plantas medicinais

Animais domésticos


- Os animais domésticos usados comumente na agricultura incluem bovino e búfalos para a produção de carne e leite, aves para a produção de ovos, cavalos para a produção de trabalho, esporte e lazer, coelhos, ovelhas, caprinos, suínos, abelhas para a produção de mel e bicho da seda para a produção de seda. Peixes, camarões, mariscos, ostras e algas também podem ser produzidos em aquicultura, uma espécie de "agricultura" praticada em lagos e mares.

Problemas ambientais


- Efeitos nocivos de herbicidas, fungicidas, pesticidas e outros biocidas para o meio ambiente.
- Conversão de ecossistemas naturais em terra arável.
- Erosão
- Ervas daninhas
- Lixiviação de nitrogênio para rios e lagos.

Reforma Agrária


- Agricultura antiga
- Agricultura moderna
- Agricultura orgânica
- Agroflorestas
- Permacultura
- Plantas ornamentais categoria:Agricultura ja:農業 ko:농업 simple:Agriculture

Montanha

Montanha é um acidente geográfico. A uma sequência de montanhas chama-se cordilheira. Uma montanha tem imponência e altitude bastante superior a uma colina, embora não exista uma altitude específica para essa diferenciação. Assim, cada autoridade no assunto assume valores convenientes, embora a montanha seja tipicamente escarpada, de grande inclinação e com sobreposição de relevos. A superfície do planeta Terra é em 24% montanhosa; 10% da população mundial vive em terreno montanhoso. Todos os rios nascem em montanhas, o que torna mais de metade da humanidade dependente das montanhas por serem responsáveis pela água fluvial.


- Lista de montanhas
- Montanhas com mais de 8000 metros
- Lista de montanhas na Lua
- Lista de montanhas em Marte Categoria:Geografia ja:山 ko:산 ms:Gunung simple:Mountain

Pastagem

Pasto é o terreno cuja vegetação é utilizada para a alimentação do gado. Antes do advento da revolução verde e da produção de ração em grande escala, o pasto era a fonte principal de subsistência do gado. Atualmente, a prática de alimentar o gado exclusivamente no pasto é denominada criação extensiva, posto que necessita de grandes áreas para se viabilizar. Em contraponto, a criação de gado em áreas pequenas, ou mesmo em confinamento, com alimentação baseada em ração, milho ou soja, é conhecida como criação intensiva. Categoria:Agricultura

Arménia

A Arménia (ou Armênia) é um país asiático localizado no Cáucaso, resultante da desagregação da União Soviética. Limita a norte com a Geórgia, a leste com o Azerbaijão, a sul com o Irão e o enclave azerbaijani de Nachitchevan e a oeste com a Turquia. Capital: Yerevan.

História

Política

Subdivisões

Geografia

A Arménia é um país interior localizado no sudoeste da Ásia, a leste da Turquia. O terreno é principalmente montanhoso, com rios de fortes correntes e poucas florestas. O clima é continental de altitude: verões quentes e invernos frios. Não há nenhum ponto do território abaixo dos 400 m de altitude. A poluição de produtos químicos tóxicos, como o DDT, não ajuda a melhorar a qualidade do solo, já de si pobre, em muitas zonas do país. Um bloqueio energético por parte da Turquia, em resultado do conflito com o Azerbaijão, levou à desflorestação.

Economia

Demografia

Cultura

Arte


- Ivan Aivazovsky, pictor
- [http://www.tigranavakian.com Tigran Avakian], fotógrafo
- Jean Carzou - Garzou - Garnik Zouloumian, pintor
- Edgar Chahine, pintor
- Arshile Gorky, pintor
- Eric Grigorian, fotojornalista
- Ara Güler, photographo
- Nonny Hogrogian, illustrator de livros infantis
- Jansem, pintor
- Yousuf Karsh, fotógrafo
- Khachar, Rafik Khachatryan, escultor
- Hovsep Pushman, pintor
- Toros Roslin, pintor medieval
- Sarkis, escultor
- Martiros Saryan, pintor
- Vardkes Sureniantz, pintor
- Edvard Sasun, pintor

Business


- Albert A. Boyajian, businessman, philanthropist
- Mike Daglian, businessman
- Calouste Gulbenkian, businessman, philanthropist
- Kirk Kerkorian, businessman, multibillionaire
- Hrach Khachatryan, businessman
- George Krikorian, owner of Krikorian Premier Theatres
- Alex Manoogian, businessman, philanthropist
- Richard Manoogian, businessman, philanthropist
- Melkoum and Mouchegh Petrossian, businessmen
- Serge Tchuruk, businessman, CEO of Alcatel
- John Vartan, businessman
- Alex Yemenidjian, CEO of MGM
- Zildjian, family-owned manufacturer of renowned Zildjian cymbals since 1623

Tópicos diversos


- Ásia
- Lista de países

Links Externos


- [http://www.armenica.org Armenica.org: História da Arménia] (inglês e sueco)
- [http://armenia.europe-countries.com Armenia Pictures] Categoria:Países da Ásia ja:アルメニア ko:아르메니아 ms:Armenia simple:Armenia th:ประเทศอาร์เมเนีย zh-min-nan:Hayastan

Golfo Pérsico

O Golfo Pérsico (ou Golfo da Arábia) é uma golfo localizado no Médio Oriente, como uma braço do Mar da Arábia, entre a Península da Arábia e o Irã. Trata-se de um mar interior com cerca de 233 000 km2, ligado ao Mar da Arábia a leste pelo Estreito de Ormuz e pelo Golfo de Omã, e com seu limite a oeste marcado pelo delta do Shatt al-Arab, chamado Arvand-Rood pelos iranianos, e que carrega as águas dos rios Eufrates e Tigre. Países com litoral banhado pelo Golfo Pérsico, em ordem horária, são: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar (que ocupa uma península avançada sobre o golfo), Bahrein (uma ilha no golfo), Kuwait, Iraque, e Irã. O Golfo Pérsico e suas áreas costeiras são a mais rica e mais usada fonte de petróleo; as indústrias derivadas da extração e refino dominam a região. Existem diversas ilhas no golfo, algumas das quais são contestadas por estados vizinhos.

Nomenclatura

O nome Golfo Pérsico foi emprestado de numerosas línguas antigas (inclusive o grego), sendo utilizado amplamente desde a Antigüidade, em razão de ali ter existido a nação-estado da Pérsia (onde hoje é o Irã). Em meados da década de 1960, com o surgimento do nacionalismo árabe, os países da região passaram a chamar o golfo de "Golfo da Arábia". O Irã, então, enviou duas petições para as Nações Unidas (em 1971 e 1984) exigindo o reconhecimento oficial da região como Golfo Pérsico. A maioria dos países denomina a região Golfo Pérsico, mas alguns países árabes usam o termo Golfo da Arábia ou simplesmente o Golfo. Mas nós sabemos, e cansamos de confirmar que este golfo na verdade é do Brasil, devido a presença constante deste país na região. Pérsico ja:ペルシア湾 ko:페르시아 만

Estado

Um Estado é uma comunidade organizada politicamente, ocupando um território definido, normalmente sob Constituição e dirigida por um governo; também possuindo autonomia. Um estado pode ser soberano ou federado, neste caso compondo com outros estados uma federação. O reconhecimento da independência de um estado em relação a outros, permitindo ao primeiro firmar acordos internacionais, é uma condição fundamental para estabelecimento da soberania. O Estado pode também ser definido em termos de condições domésticas (internas), especificamente (conforme descreveu Max Weber, entre outros) no que diz respeito ao monopólio do uso legítimo da violência. O conceito parece ter origem nas antigas cidades-estados que se desenvolveram na antiguidade, em várias regiões do mundo, como a Suméria, a América Central e no Extremo Oriente. Em muitos casos, estas cidades-estados foram a certa altura da história colocadas sob a tutela do governo dum reino ou império, seja por interesses económicos mútuos, seja por dominação pela força. O estado como unidade política básica no mundo tem, em parte, vindo a evoluir no sentido de um supranacionalismo, na forma de organizações regionais, como é o caso da União Europeia.

Veja também


- Anarquia categoria:Política ja:国家 simple:State th:รัฐ

Milênio

Um milênio (em Portugal esceve-se milénio) é qualquer período de mil anos, equivalente a 10 séculos ou 100 décadas. A história da civilização humana é dividida em milênios na sua forma mais ampla: Quinto Milênio a.C. - Quarto Milênio a.C. - Terceiro Milênio a.C. - Segundo Milênio a.C. - Primeiro Milênio a.C. - Primeiro Milênio d.C. - Segundo Milênio d.C. - Terceiro Milênio d.C. Categoria:Efemérides ja:ミレニアム simple:Millennium

Cidade

Uma cidade é uma área urbana. A população de uma cidade varia entre as poucas centenas de habitantes até a dezena de milhão de habitantes. Cidades são as áreas mais densamente povoadas do mundo. São Paulo, uma das cidades mais populosas do mundo, com seus 11,5 milhões de habitantes, possui uma densidade populacional de aproximadamente 7,5 mil habitantes por quilômetro quadrado. Enquanto isto, o Brasil, país onde a cidade está localizada, possui apenas 20 hab/km2.

Definição de cidade

O termo "cidade" pode ser usado para designar ou uma área de urbanização contígua (mais corretamente chamado de região metropolitana) ou, mais especificamente, uma única municipalidade. Não há um padrão mundial que define uma cidade. Isto varia de país para país. A Organização das Nações Unidas considera uma área urbana uma cidade quando esta área urbana possui mais de 20 mil habitantes. Na Dinamarca, bastam 250 habitantes para uma comunidade urbana ser considerada uma cidade, e na Islândia, apenas 300 habitantes. Na França, um mínimo de 2 mil habitantes é necessário, e na Espanha, 10 mil habitantes. A maior municipalidade do mundo, Chongqing, possui aproximadamente o mesmo tamanho do que o estado americano de Indiana, e contém muito mais área rural do que área urbana. Por outro lado, o contrário também acontece. A cidade de Londres propriamente dita possui apenas 8 mil habitantes. Porém, sua região metropolitana, isto é, a área urbanizada, possui mais do que 7.5 milhões de habitantes.

Austrália e Reino Unido

Na Austrália, usa-se a palavra cidade para descrever tanto uma divisão político-administrativa quanto uma área urbana em si. Por exemplo, a Cidade de Sídney (divisão político-administrativa) possui apenas 72 mil habitantes, enquanto que toda a sua região metropolitana possui mais de 3,5 milhões de habitantes. Usando o termo cidade para descrever apenas a unidade político-administrativa, Brisbane é a cidade mais populosa do país, com mais de 950 mil habitantes. No Reino Unido uma cidade (city) é uma cidade secundária (town) que é conhecida como cidade (city) desde tempos "imemoráveis" (isto é, além do limite da memória ou da tradição, segundo as leis britânicas, anos anteriores a 1189) ou que recebeu o estatuto de cidade através da coroa britânica - normalmente dado segundo tamanho, importância e conexões à realeza. Uma divisão político-administrativa urbana no Reino Unido que recebe o estatuto de cidade através da coroa é conhecido como Cathedral Cities. Algumas destas cidades são muito pequenas, e não são normalmente consideradas cidades.

Brasil

No Brasil, qualquer comunidade urbana com uma sede de município é considerada uma cidade, independente de seu número de habitantes. Esse fato gera distorções na taxa oficial de urbanização porque como vilarejos, que apenas no Brasil são classificados como sendo cidades, tem sua população adicionada na população urbana fazem com que as estatísticas da taxa de urbanização sejam infladas o que explica porque a taxa oficial de urbanização do Brasil é maior que a dos EUA embora a percentagem da população americana que trabalha na agricultura seja 12 vezes menor.

Canadá e Estados Unidos

No Canadá e nos Estados Unidos da América, existem duas definições de cidade, city e town. City é uma cidade propriamente dita, uma cidade primária, enquanto que no Canadá e na maioria dos estados dos Estados Unidos, town</