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| Século I A.C. |
Século I a.C.Milénios: segundo milénio a.C. - primeiro milénio a.C. - primeiro milénio d.C.
Século II a.C. - Século I a.C. - Século I
Eventos
- A República Romana dá lugar ao Império Romano.
- Nascimento de Jesus Cristo, por volta de 6 ou 5 a.C..
Personagens importantes
- Otávio Augusto, Imperador romano.
- Cícero, político e escritor romano.
- Cleópatra VII do Egipto, faraó do Egipto.
- Horácio, poeta romano.
- Júlio César, político e general romano.
- Marco António, político e general romano.
- Ovídio, poeta romano.
- Virgílio, poeta romano.
Décadas
Década de 90 a.C. | Década de 80 a.C. | Década de 70 a.C. | Década de 60 a.C. | Década de 50 a.C. | Década de 40 a.C. | Década de 30 a.C. | Década de 20 a.C. | Década de 10 a.C. | Década de 0 a.C.
Anos
100 a.C. | 99 a.C. | 98 a.C. | 97 a.C. | 96 a.C. | 95 a.C. | 94 a.C. | 93 a.C. | 92 a.C. | 91 a.C.
90 a.C. | 89 a.C. | 88 a.C. | 87 a.C. | 86 a.C. | 85 a.C. | 84 a.C. | 83 a.C. | 82 a.C. | 81 a.C.
80 a.C. | 79 a.C. | 78 a.C. | 77 a.C. | 76 a.C. | 75 a.C. | 74 a.C. | 73 a.C. | 72 a.C. | 71 a.C.
70 a.C. | 69 a.C. | 68 a.C. | 67 a.C. | 66 a.C. | 65 a.C. | 64 a.C. | 63 a.C. | 62 a.C. | 61 a.C.
60 a.C. | 59 a.C. | 58 a.C. | 57 a.C. | 56 a.C. | 55 a.C. | 54 a.C. | 53 a.C. | 52 a.C. | 51 a.C.
50 a.C. | 49 a.C. | 48 a.C. | 47 a.C. | 46 a.C. | 45 a.C. | 44 a.C. | 43 a.C. | 42 a.C. | 41 a.C.
40 a.C. | 39 a.C. | 38 a.C. | 37 a.C. | 36 a.C. | 35 a.C. | 34 a.C. | 33 a.C. | 32 a.C. | 31 a.C.
30 a.C. | 29 a.C. | 28 a.C. | 27 a.C. | 26 a.C. | 25 a.C. | 24 a.C. | 23 a.C. | 22 a.C. | 21 a.C.
20 a.C. | 19 a.C. | 18 a.C. | 17 a.C. | 16 a.C. | 15 a.C. | 14 a.C. | 13 a.C. | 12 a.C. | 11 a.C.
10 a.C. | 9 a.C. | 8 a.C. | 7 a.C. | 6 a.C. | 5 a.C. | 4 a.C. | 3 a.C. | 2 a.C. | 1 a.C.
categoria:século I a.C.
categoria:Primeiro milênio a.C.
ja:紀元前1世紀
ko:기원전 1세기
MilênioUm milênio (em Portugal esceve-se milénio) é qualquer período de mil anos, equivalente a 10 séculos ou 100 décadas.
A história da civilização humana é dividida em milênios na sua forma mais ampla:
Quinto Milênio a.C. - Quarto Milênio a.C. - Terceiro Milênio a.C. - Segundo Milênio a.C. - Primeiro Milênio a.C. - Primeiro Milênio d.C. - Segundo Milênio d.C. - Terceiro Milênio d.C.
Categoria:Efemérides
ja:ミレニアム
simple:Millennium
Primeiro milénio a.C.Milénios: Segundo milénio a.C. - Primeiro milénio a.C. - Primeiro milénio d.C.
Eventos
Século I a.C.
Século II a.C.
Século III a.C.
Século IV a.C.
Século V a.C.
Século VI a.C.
- 509 a.C. — Data provável para a instituição da República em Roma.
Século VII a.C.
Século VIII a.C.
Século IX a.C.
Século X a.C.
aC 1
ja:紀元前1千年紀
Século II a.C.Milénios: segundo milénio a.C. - primeiro milénio a.C. - primeiro milénio d.C.
Séculos: Século III a.C. - Século II a.C. - Século I a.C.
Eventos
- Roma destrói Cartago no fim da Terceira Guerra Púnica e Corinto no fim das Guerras Macedónicas.
- Reconstrução do Templo de Jerusalém.
- O Budismo é introduzido no Sri Lanka.
- É estabelecida a Rota da seda entre a Europa e a Ásia.
Décadas
Década de 190 a.C. | Década de 180 a.C. | Década de 170 a.C. | Década de 160 a.C. | Década de 150 a.C. | Década de 140 a.C. | Década de 130 a.C. | Década de 120 a.C. | Década de 110 a.C. | Década de 100 a.C.
Anos
200 a.C. | 199 a.C. | 198 a.C. | 197 a.C. | 196 a.C. | 195 a.C. | 194 a.C. | 193 a.C. | 192 a.C. | 191 a.C.
190 a.C. | 189 a.C. | 188 a.C. | 187 a.C. | 186 a.C. | 185 a.C. | 184 a.C. | 183 a.C. | 182 a.C. | 181 a.C.
180 a.C. | 179 a.C. | 178 a.C. | 177 a.C. | 176 a.C. | 175 a.C. | 174 a.C. | 173 a.C. | 172 a.C. | 171 a.C.
170 a.C. | 169 a.C. | 168 a.C. | 167 a.C. | 166 a.C. | 165 a.C. | 164 a.C. | 163 a.C. | 162 a.C. | 161 a.C.
160 a.C. | 159 a.C. | 158 a.C. | 157 a.C. | 156 a.C. | 155 a.C. | 154 a.C. | 153 a.C. | 152 a.C. | 151 a.C.
150 a.C. | 149 a.C. | 148 a.C. | 147 a.C. | 146 a.C. | 145 a.C. | 144 a.C. | 143 a.C. | 142 a.C. | 141 a.C.
140 a.C. | 139 a.C. | 138 a.C. | 137 a.C. | 136 a.C. | 135 a.C. | 134 a.C. | 133 a.C. | 132 a.C. | 131 a.C.
130 a.C. | 129 a.C. | 128 a.C. | 127 a.C. | 126 a.C. | 125 a.C. | 124 a.C. | 123 a.C. | 122 a.C. | 121 a.C.
120 a.C. | 119 a.C. | 118 a.C. | 117 a.C. | 116 a.C. | 115 a.C. | 114 a.C. | 113 a.C. | 112 a.C. | 111 a.C.
110 a.C. | 109 a.C. | 108 a.C. | 107 a.C. | 106 a.C. | 105 a.C. | 104 a.C. | 103 a.C. | 102 a.C. | 101 a.C.
Categoria:Século II a.C.
categoria:Primeiro milênio a.C.
ja:紀元前2世紀
ko:기원전 2세기
República Romana
A República Romana (do latim respublica, 'bem comum') é o termo utilizado por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C..
A queda da realeza e o início da República
Segundo a tradição, a realeza terminou de modo abrupto: uma revolução patrícia baniu Tarquinio, o Soberbo, de Roma, em 510 a.C. Ao rei sucedem dois magistrados eleitos anualmente, e que se denominam, a princípio, iudices (juízes), em tempos de paz, e praetores (os que vão à frente), quando em guerra. Excetuadas as funções religiosas, que passam para o rex sacrorum e para o pontifex maximus, esses magistrados detêm o imperium real.
Os autores modernos, no entanto, defendem que a passagem da realeza para a república não se fez de jato, por meio de revolução, mas obedeceu a processo lento, desenrolado entre 510 e 367 a.C A esse respeito, há várias conjecturas, destacando-se aquela segundo a qual, de início, ocorreu a substituição do rei pelo ditador anual, auxiliado pelo magister equitum (comandante da cavalaria), os quais, por sua vez, se transformaram em praetor maximus e praetor minor, aquele superior hierarquicamente a este; enfim surgiram os consules, com iguais poderes.
A República
consules
A República era a forma política do Estado romano que perdurou 400 anos após a expulsão de Tarquínio. O governo de um único monarca sucumbiu ao poder da aristocracia fundiária, os patrícios, que governaram através de dois principais magistrados, os cônsules, e um corpo consultivo, o Senado. A cidade de Roma funcionava como uma espécie de "empresa pública", enquanto a pequena aristocracia, proprietária de terras, administrava o Estado. A simplicidade de Cincinato ou de Catão era o ideal da arte de governar.
Conquistas territoriais
Durante o período repúblicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado em um grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da Itália e mais tarde para todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo.
Como a expansão romana provocou profundas transformações na vida econômica, social e política de Roma, dividiremos esse período em duas fases: a primeira, que se estende até o século III a.C., identificada com a conquista da Itália; e a segunda, que corresponde à formação do poderoso império mediterrâneo.
Conquista da Itália
No início do século V a.C., o objetivo fundamental da aristocracia romana era manter sua hegemonia na região do Lácio, o que preocupava as cidades etruscas.
Em 395 a.C., os romanos venceram a cidade etrusca de Veios, numa luta iniciada pelo controle da foz do Rio Tibre. Após essa vitória, seguiu-se uma derrota, por volta de 390 a.C., imposta pelos gauleses em expedições de saque às regiões do Sul da Etrúria. Mas em 340 a.C., Roma recuperou-se e submeteu os povos mais próximos.
Depois da queda da supremácia dos etruscos, na Itália, as cidades latinas formaram uma liga contra Roma. Em 493 a.C., travava-se a batalha do lago Regillus da qual resultou um tratado (foedus Cassianum) entre Roma e essa liga, ficando ambas as partes em situação de igualdade. A pouco e pouco, no entanto, foi-se afirmando a supremacia de Roma até que esta, em 338 a.C., derrota e dissolve a liga latina. O território de algumas das cidades que a integravam foi incorporado a Roma; já com outras foram firmados tratados (foedera), pelos quais, embora essas cidades mantivessem sua autonomia administrativa, não tinham elas o direito de declarar guerra ou fazer paz (ius belli et pacis).
De 327 a 290 a.C., Roma guerreou contra os Samnitas pelo domínio da fértil região da Campânia. A maior parte dos samnitas acabou se aliando aos romanos.
Posteriormente, Roma controlou o Norte da Etrúria, cujos domínios compreendiam a Itália central e parte da Itália setentrional. Quando a supremacia romana se estendeu ao Sul da Itália, algumas cidades gregas, como Nápoles, aliaram-se a Roma, enquanto outras, como Tarento, declararam-lhe guerra.
Para conquistar essa região, os romanos atacaram a rica cidade de Tarento. Os tarentinos pediram ajuda de Pirro, rei do Épiro (atual Albânia). Esse chegou a Itália com um poderoso exército (23000 soldados) e muitos elefantes de combate. Apesar de ter derrotado duas vezes os romanos, Pirro sofreu pesadas baixas e teria exclamado: "Uma vitória mais como esta e fico sem soldados". Daí provém a expressão: Vitória de Pirro (para designar uma batalha em que o vencedor sai quase tão esgotado quanto o vencido).
Mais tarde, os romanos reorganizam suas forças e liquidam o exército de Pirro. Em 272 a.C., o Sul da Itália, incluindo Tarento, rendeu-se. Assim, toda a península Apenina (ou Itálica), exceto o vale do rio Pó, passou para o domínio romano.
Ao conquistarem uma região italiana, pelo menos um terço do território ocupado era apropriado pelo Estado, transformado em ager publicus (terras públicas) e depois distribuído aos cidadãos romanos, para várias finalidades: instalação de colônias, distribuição de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia, que tinha os meios disponíveis para seu aproveitamento.
Graças ao enorme potencial humano e ao vasto império que dominava, Roma havia se convertido numa enorme potência mundial. Sua influência viu-se fortalecida com a fundação de colônias estratégicas na Itália ligadas por uma rede de estradas. Estas colônias eram formadas só por cidadãos romanos ou por latinos; os primeiros faziam parte do Estado Romano, enquanto os demais eram seus aliados, independentes, porém com privilégios.
Expansão externa
A expansão fora do território teve início com as Guerras Púnicas (porque os romanos chamavam os cartagineses pelo nome de puni, isto é, fenícios), contra Cartago, cidade-estado fenícia localizada no Norte da África, que por volta do século III a.C. dominava o comércio do Mediterrâneo. Os ricos comerciantes cartagineses possuiam diversas colônias na Sicília, Sardenha, Córsega, Espanha e em toda costa setentrional da África.
Os conflitos entre Roma e Cartago iniciaram-se a partir da expansão romana pela Itália meridional. O motivo da guerra foi o choque entre o expansionismo romano e o cartaginês. Quando Roma anexou os portos italianos do Sul e os interesses de Nápoles e Tarento (colônias gregas rivais de Cartago) tornaram-se interesses romanos, a guerra passou a ser inevitável. Era quase certo que Roma, como líder dos gregos ocidentais, iria intervir na luta secular entre sicilianos e cartagineses.
A maior parte da Ilha da Sicília era habitada por cartagineses, em luta constante com as colônias gregas ali existentes. Os romanos intervieram e uma de suas legiões, com o apoio de Siracusa, ocupou a cidade de Messina. Os cartagineses declararam guerra a Roma.
As forças das duas potências eram bastante equilibradas, pois o poderio de ambas era sustentado por uma comunidade de cidadãos e um poderoso exército, fortalecido por aliados em caso de guerra.
Nas três Guerras Púnicas (264 a 146 a.C.), os romanos venceram os cartagineses. Dominaram a Sicília, a Córsega e a Sardenha, além da Espanha, que foi totalmente submetida ao Império Romano após a total submissão dos celtiberos, habitantes da península ibérica, em 133 a.C. Portugal foi dominado em 140 a.C., quando os lusitanos, liderados por Viriato, foram vencidos pelas tropas romanas. Parte do Norte da África também foi subjugado pelos Romanos, a partir da queda e destruição de Cartago, em 146 a.C. Todo o mediterrâneos ocidental passou para o domínio romano.
Ao mesmo tempo que estava envolvida com as guerras púnicas, Roma voltou sua atenção para o Mediterrâneo oriental, onde o império formado por Alexandre Magno havia se desagregado.
Felipe V da Macedônia, aliado a Cartago na Segunda Guerra Púnica foi derrotado em 197 a.C. e a Macedônia tornou-se protetorado romano. Posteriormente, com a revolta dos macedônios, Roma venceu Perseu (filho de Felipe V) e dominou totalmente a região, em 168 a.C., transformando-a em uma província romana.
O rei da Bitínia submeteu-se a Roma. O monarca selêucida da Síria, Antíoco III, foi vencido em 189 a.C na Magnésia, ao sudoeste da Ásia Menor; seguindo-se depois a conquista da Grécia (146 a.C.) e o estabelecimento de um protetorado romano no Egito. Em seguida, no ano de 133 a.C., Roma obteve como herança, após a morte do rei Átalo, de Pérgamo, a cobiçada província da Ásia.
Com a conquista da Gália Transalpina, efetivada por Júlio César (51 a.C.), a Roma repúblicana transformou-se no maior império da antiguidade.
Durante longos anos estas conquistas foram tratadas só como fonte de valiosos butins. Os governos provinciais romanos não eram exatores (fiscalistas), em outras palavras - depois da campanha da Macedônia -, a riqueza vinda das províncias conquistadas (junto com os lucros da exploração estatal das minas) permitiu suprimir totalmente os impostos diretos aos cidadãos romanos.
A crise da República romana
- Crasso, Pompeu e Caio Júlio César - (60 a.c. – 53 a.c.)
- Júlio César (53 a.c. – 44 a.c.)
- Lépido, Caio Otavio e Marco Antônio - (44 a.c. – 37 a.c.)
- Caio Otavio (Roma) e Marco Antônio (Oriente) (37 a.c. – 30 a.c.)
- Caio Otavio (Otavio Augusto) - ( 30 a.c. – 27 a.c.)
- Primeiro Triunvirato
- Segundo Triunvirato
- Primeiro Imperador Romano
categoria:Roma Antiga categoria:República Romana
ja:ローマ共和国
Império Romano, em 14 d.C, e em 117 d.C..]]
O Império Romano é o termo utilizado por convenção para definir o estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana. A diferença entre império e república é sobretudo ao nível dos corpos governativos. Na república os magistrados supremos eram eleitos, enquanto que o império se caracteriza pela existência de um imperador.
Os historiadores fazem ainda a distinção entre o Principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o Domínio ou Dominato que se estende de Diocleciano ao fim do império romano do ocidente. Segundo esta teoria, durante o Principado (da palavra latina princeps, que significa primeiro), a verdadeira natureza de governo era escondida atrás de conceitos republicanos e os imperadores eram muitas vezes relutantes por falsa modéstia em se assumir como tal. No Domínio (palavra com origem em dominus, senhor), pelo contrário, os imperadores mostravam claramente a sua condição, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos imperiais.
O princípio do Império
império romano do ocidente
O surgimento do Império vem como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C. Segundo alguns historiadores, a população sobre o dominio de roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C., para 60 milhões em 30 a.C. o que ilustra como roma teve seu poder ampliado nesse periodo, de 1.5% da população mundial, para 25%. Nos fins do século II a.C., Mário torna o Exército Romano um exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião é declarada ao general que a lidera e não à sua pátria. Este facto, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (Invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras contra Mitridates, rei do Ponto, entre outras, a culminar nas Guerras Civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de lideres militares (Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político.
As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Lucius Cornelius Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício de seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao senado romano, mas no entanto o precedente estava lançado.
senado romano
Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (53 a.C.), restavam dois lideres influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do Senado, este declara César inimigo de Roma, ao que César responde, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsalia (Agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), torna-se efectivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (Março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Brutus e Cássio, termina esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano.
Cássio de 31 a.C..]]
Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco Antônio e Lépido, e a sua destruição na Guerra Civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Actium (31 a.C.), deixou Octávio como a única pessoa com poder para governar unicamente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro Imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudia) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar.
Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 AD, ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério.
Tibério
Nos meios académicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endémico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor.
O reinado de César Augusto é considerado por todos os historiadores como um período de prosperidade e expansão. Augusto, que não era especialmente dotado para a estratégia, mas tinha bons generais como Agripa na sua confiança, conquistou o Egipto, toda a península Ibérica, a Panónia, a Judeia, a Germania Inferior e Superior e colocou as fronteiras do Império nos rios Danúbio e Reno.
Tibério – Calígula – Cláudio – Nero
Os sucessores de Augusto são conhecidos pela dinastia Julio-Claudiana (que inclui Augusto), devido aos casamentos idealizados por Augusto entre a sua família, os Julii, e os patrícios Claudii. Nos primeiros anos do reinado de Tibério, não houve grandes mudanças políticas ou organizativas em relação aos princípios estabelecidos por Augusto. No entanto, com o passar do tempo, a instabilidade surgiu dentro da própria família imperial. Tibério tornou-se paranóico com possíveis conspirações e tentativas de golpe de estado, chegando, em 26, a retirar-se para a ilha de Capri de onde governou por procuração até ao fim da vida. Em consequência, mandou matar ou executar grande parte da sua família e senadores de destaque, provocando uma sensação de desconforto generalizada. O seu sucessor Calígula cresceu neste ambiente e mostrou-se um imperador igualmente instável. As perseguições tornaram-se norma e durante estes reinados muitas das famílias tradicionais romanas chegaram ao fim devido a assassinatos e execuções que se prolongaram pelos reinados de Cláudio e Nero. Em 68, a classe política tinha chegado ao limite de resistência a tanta insegurança política. Depois de alguns erros estratégicos graves e de ter arruinado as finanças do estado em aventuras como a construção do seu palácio dourado, Nero é declarado um inimigo do estado e declarado fora da lei. Fugindo de Roma acompanhado apenas pelo seu secretário, o imperador acaba por se suicidar antes de ser apanhado pela guarda pretoriana que ia em seu encalço. Com a sua morte, desaparecia a dinastia Julio-Claudiana e Roma acabaria por encontrar alguma estabilidade política, mas não imediatamente, como se verá mais em baixo.
Do ponto de vista organizativo, como já se disse, pouco mudou em relação ao estabelecido por Augusto. Apenas Cláudio introduziu algumas reformas e procurou a prosperidade do império, talvez porque à data da sua ascensão ao trono era já um homem maduro. Cláudio foi ainda o responsável pela iniciativa da invasão romana das ilhas britânicas em 43, que se saldou pela adição de mais uma província ao império. Em 64, durante o reinado de Nero, Roma foi consumida por um violento incêndio (do qual o próprio imperador é muitas vezes erroneamente considerado culpado) e começaram as perseguições aos cristãos. Os Julio-Claudianos foram eficazes em espalhar o culto imperial. Alguns deles, como Cláudio, foram deificados durante a sua vida e elevaram à dignidade divina muitos dos seus familiares (alguns subsequentemente assassinados)
Ano dos quatro imperadores – Vespasiano – Tito – Domiciano
Depois do suicídio de Nero, Servius Sulpicius Galba, um velho senador pertencente aos Sulpicii, uma velha família aristocrática, torna-se imperador por nomeação senatorial. O seu reinado não começou bem. Durante a viagem da Hispania para Roma, Galba não hesitou em espalhar o caos e a destruição pelas cidades que não lhe prestavam honras imperiais de imediato. Em Roma, substituiu grande parte das chefias militares e depressa se revelou tão paranóico como os seus antecessores. A gota d'água foi a sua recusa em conceder os prémios monetários às legiões e guarda pretoriana que o apoiaram. Organizou-se um golpe de estado e em Janeiro de 69, Galba foi assassinado pelos pretorianos no Fórum, juntamente com o seu sucessor designado. Em Roma, saudou-se Marcus Salvius Otho como novo imperador, mas no Reno as legiões aclamaram Aulus Vitelius, que de imediato iniciou a marcha para Roma. Em Abril, Vitélio derrota Marcus Salvius Otho e torna-se o único imperador, mas pouco tempo depois, o exército estacionado na Judeia aclama o seu comandante Vespasiano como imperador. Durante a segunda metade do ano, todas as províncias foram-se declarando por Vespasiano e Vitélio perdeu terreno. Finalmente, a 20 de Dezembro, as tropas de Vespasiano entram em Roma e assassinam Vitélio. Vespasiano torna-se então o único imperador e dá início à dinastia Flaviana.
Vespasiano (Titus Flavius Vespasianus) mostrou ser um imperador responsável e razoável em comparação dos excessos perpetrados pelos Julio-Claudianos. Apesar de ser um autocrata que pouca ou nenhuma importância política dava ao senado, Vespasiano procurou reorganizar o exército, as finanças do estado e a sociedade romana. Aumentou os impostos, mas erigiu grandes obras, como o Coliseu de Roma conhecido na altura como Anfiteatro Flaviano. Como antigo governador e general, Vespasiano sabia qual o melhor para as províncias e como manter o exército satisfeito, tudo condições indispensáveis para a estabilidade de um reinado. O seu filho Tito sucedeu-lhe em 79. Prometia ser um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. A 24 de Agosto do mesmo ano, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompeia e Herculano e em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio. Em 81, Tito é sucedido pelo irmão Domiciano, que haveria de se mostrar pouco à altura das capacidades dos seus familiares. Assim como na dinastia Julio-Claudiana, o que começou por ser um período de prosperidade, depressa caiu em instabilidade política. Domiciano era tão paranóico como Calígula ou Nero e as atrocidades do seu reinado valeram-lhe o epíteto de pior imperador de sempre. Quando em 96 Domiciano é assassinado, Roma encontra-se bastante céptica quanto à validade do modelo dinástico e a sucessão imperial evoluiu para o conceito do mais apto. Esta mudança deu origem ao período dos cinco bons imperadores.
Nerva – Trajano – Adriano – Antonino Pio – Marco Aurélio
Marco Aurélio
Depois do assassinato de Domiciano, o senado nomeou Nerva imperador de Roma. Apesar de ser já de meia idade e de não ter descendentes, Nerva era um homem considerado capaz, quer do ponto de vista militar quer do ponto de vista administrativo, mas sobretudo racional e confiável. A falta de filhos revelou ser uma vantagem, pois a sua sucessão foi determinada pelo valor do candidato e não por critérios familiares, apesar de Trajano ter sido formalmente adoptado por Nerva. Trajano, Adriano e Antonino Pio seguiram a mesma política de nomear o sucessor mais apto, o que resultou num período de estabilidade conhecido como os cinco bons imperadores. Durante o reinado destes cinco homens Roma prosperou e atingiu o seu pico civilizacional, dizem que o nível civilizacional alcançado durante este periodo só foi novamente alcançado na Inglaterra do século XVIII. Trajano foi o responsável pela extensão máxima do Império em 117, ao estender a fronteira Este até incluir a Mesopotâmia na alçada de Roma. O seu sucessor Adriano soube manter a enorme área do império e reconhecer que não valia a pena extende-lo mais. Deu as conquistas por terminadas e construiu a muralha de Adriano no Norte de Inglaterra como símbolo do fim do Império. Este período de manutenção, por oposição a conquista, ficou conhecido como a Pax Romana.
O ciclo de prosperidade terminou quando Marco Aurélio designou para sucessor, não o homem mais apto, mas o seu filho Cómodo, que se haveria pouco à altura do seu pai e seus antecessores. Como na dinastia Julio-Claudiana (Nero) e Flaviana (Domiciano), um período de prosperidade foi seguido por uma governação errática por um homem paranóico, neste caso Cómodo, que incentiva a revolta dos seus súbditos. Cómodo foi assassinado em 193, mas o Império caiu numa grave crise dinástica e social.
O fim do século II foi marcado por mais uma guerra civil de sucessão. Septímio Severo acabou por assegurar a coroa imperial e levar o Império para um breve período de estabilidade. Os seus sucessores, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Entre a morte de Severo em 211 e o início da tetrarquia em 285, o Império teve 28 imperadores, dos quais apenas 2 faleceram por causas naturais (de peste). Contemporaneamente, estão registados 38 usurpadores romanos, dos quais bastantes se tornaram imperadores de pleno direito. Para além da crise política endémica, o século III foi marcado pelo início das invasões dos povos bárbaros que habitavam as zonas fronteiriças do Império.
Fim da Era Dourada (193 - 197)
O reinado de Cómodo foi marcado por excessos vários, tendo sido terminado pelo seu assassinato (31 de Dezembro de 192); foi sucedido pelo seu prefeito do pretório, Pertinax, um homem de origem humilde e que, ao fim de escassos três meses como imperador, acabou por sua vez por morrer às mãos dos pretorianos. Seguiu-se uma situação caricata, em que a Guarda Pretoriana pôs o Império em leilão, tendo este sido ganho por Dídio Juliano, ao oferecer um donativum maior (193).
A situação não durou muito, pelo que nas províncias vários generais se declararam eles próprios imperadores (Clódio Albino na Gália, Pescénio Niger na Síria e Septímio Severo na Panónia), tendo sido Severo quem ganhou após alguns anos de guerra cívil (197).
Os Severos (193 - 235)
Tendo-se tornado imperador, Septímio Severo tornou o Império efectivamente numa monarquia militar, em mais um passo na direcção do Dominato; teve dois filhos, Caracala e Geta, que após a sua morte (211), degladiaram-se entre si, tendo Caracala assassinado Geta (Dezembro 211).
Caracala tornou-se desconfiado, tendo favorecido os soldados; foi morto por um membro da sua guarda, presumivelmente a mando do seu prefeito do pretório, Macrino, o qual se declarou imperador (217). Uma irmã da mulher de Septimo Severo, Júlia Maesa, conseguiu subornar uma legião e fazer com que declarassem o seu neto Heliogábalo, na verdade primo de Caracala, como seu filho e verdadeiro sucessor, tendo a revolta sido bem sucedida e Macrino morto (218).
O reinado de Heliogábalo foi marcado por excessos, que levaram a que a sua avó, mudasse o seu apoio para um primo, Alexandre Severo e que Heliogábalo e sua mãe fossem mortos (Março 222).
Sob Alexandre Severo, o império prosperou, mas começaram os primeiros problemas: invasão dos Persas Sassânidas (233), invasões de povos germânicos e o imperador, que preferia negociar a paz, em troca de tributo, que travar a guerra foi morto em Mogúncia (Março(?) 235), junto com a sua mãe, por tropas revoltadas ao verem tanto ouro ser dado aos bárbaros.
Anarquia militar: os imperadores-soldados (235 - 285)
Durante os próximos 50 anos, o império iria sofrer usurpações, derrotas e fragmentação; imperadores seriam assassinados, mortos em batalha ou pelos seus rivais, num desespero para encontrar uma solução e por fim, surgiria o Dominato, a monarquia absoluta, a qual removeria os poucos traços republicanos que Roma ainda conservava, por forma a dar ao império um último fôlego.
Maximino e os Gordianos (235 - 244)
Após a morte de Alexandre Severo, o império caia uma vez mais nas mãos dos generais. Maximino, o Trácio é proclamado imperador pelas tropas e durante três anos prossegue com a guerra, devastando os povos germânicos; como este esforço militar exigia muito dinheiro, começaram a aumentar os abusos por parte dos funcionários imperiais em relação aos impostos.
Em Africa, esses abusos foram notórios e provocaram uma revolta (238).
Proclamaram imperador o senador Gordiano, o qual associou o seu filho, Gordiano II, tendo o senado de Roma reconhecido a nomeação; Gordiano II foi morto numa batalha, e Gordiano I suicidou-se ao saber da notícia. Maximino, ao tentar dirigir-se a Roma para suprimir a revolta, deparou-se com resistência inesperada por parte da cidade de Aquileia, e os seus soldados, furiosos, mataram-no. O neto de Gordiano, Gordiano III, foi proclamado imperador e aceite por todos.
Entretanto a situação do império complicava-se. No Oriente, começa uma guerra contra os Sassânidas; Gordiano III enfrenta-a, mas morre em batalha ou é morto durante a retirada (244). O seu prefeito do pretório, Filipe, proclama-se imperador.
Usurpadores e Derrotas (244 - 253)
Filipe celebra o milénio de Roma (247) com pompa e fausto. Mas a situação volta a piorar. Generais nas provincias revoltam-se e proclamam-se imperadores. Ao tentar lidar com um deles, Décio, o comandante que Filipe despachara para lidar com a revolta é por sua vez proclamado imperador; defronta Filipe em batalha e este é morto pelas tropas (249).
Décio, o novo imperador, adoptou uma política dura e conservadora como forma de lidar com os problemas do império; assim, perseguiu os cristãos e travou guerra contra os Godos, na qual acabaria por ser derrotado e morto (251). Outros usurpadores ocuparam brevemente o trono durante este tempo. Em 253, Valeriano ascenderia por sua vez ao trono, e com ele, o império iria descer ao seu ponto mais baixo.
Valeriano e Galieno: Fragmentação e Derrota, Soluções para o Futuro (253 - 268)
Valeriano associa ao trono o seu filho Galieno, atribuindo-lhe a parte ocidental do império e reservando para ele a parte oriental. Durante este tempo, o império estava a ser invadido por vários povos (Godos,Alamanes), e ao mesmo tempo surgiam usurpadores. Em 258, Póstumo declara-se imperador na Gália, dando origem assim ao Império das Gálias, ao qual Galieno, demasiado fraco, não pode opôr-se com eficácia. No Oriente, os Persas avançam, Valeriano tenta travá-los, tendo algum sucesso ao início, mas com o Exército Romano dizimado pela peste, tenta negociar a paz com rei sassânida Shahpur I, apenas para se ver aprisionado, humilhado e mais tarde morto (260).
O seu filho Galieno tenta manter a notícia da captura e morte do seu pai um segredo, mas apenas o consegue durante um ano; por esta altura, desencadeia-se uma chuva de usurpações, em parte como resposta local às situações de necessidade perante as invasões, em parte como tentativa de dar solução aos problemas. Galieno, demasiado ocupado a derrotar usurpadores e invasores diversos, deixa que no Ocidente, o Império das Gálias se desenvolva e no Oriente, que o reino de Palmira se apodere de território romano, mas que Roma já não está em condições de defender.
Aos poucos, a situação vai melhorando: Galieno consegue ir derrotando ou ver assassinados sucessivamente os seus rivais, reforma o Exército e consegue uma grande vitória contra os bárbaros (268) antes de ser assassinado; no Oriente, o reino de Palmira, inicialmente sob o comando de Odenato, e mais tarde, da sua viúva, Zenóbia, consegue deter os Persas, mas apoderando-se cada vez mais de território romano. Caberá aos sucessores de Galieno recuperarem e reunificarem o Império pela primeira vez em 15 anos.
Recuperação e Estabilização (268 - 285)
A recuperação do Império veio por fases: Claúdio II, o sucessor de Galieno, começa por inflingir uma grande derrota aos Godos (270), mas atingido pela peste, morre antes de poder restaurar o Império. Aureliano, o seu sucessor, será mais bem sucedido. Em 4 anos, reincorpora no Império as Gálias e derrota Zenóbia, recuperando assim o Oriente. Sinal dos tempos, dota Roma da sua primeira muralha desde as invasões Gaulesas. Administrador duro e competente, está prestes a iniciar uma guerra contra os Persas, quando é assassinado (275); com ele, pela primeira vez, os imperadores romanos são adorados como deuses em vida.
Após alguns anos, em que o Império mergulha uma vez mais na anarquia e na invasão, surge um novo e eficaz imperador, Probo (276 - 282), que consegue estabilizar a situação. Após o seu assassínio e os breves reinados de Caro e dos seus filhos, eis que surge o homem que irá enfim pôr ordem no império, Diocleciano (285).
Tetrarquia
A Tetrarquia foi um sistema de governo criado pelo imperador romano Diocleciano por forma a resolver o sérios problemas militares e económicos que o império romano vinha enfrentando.
O Império cristão
O Império Romano passou a ser um Império Cristão no ano de 313 d.C., com o Édito de Milão, assinado durante o império de Constantino I (no Oriente) e Licínio (no Ocidente), no mesmo dia em que ocorreu o casamento de Licínio com Constantia, irmã do imperador da porção oriental do Império. Com este Édito, o cristianismo deixou de ser proibido e passou a ser uma das religiões oficiais do Império.
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O Cristianismo tornou-se a única religião oficial de Roma sob Teodósio I (379-395 d.C.). Inicialmente, o imperador detinha o controle da igreja. A decisão não foi aceita uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram à ela. O massacre de Tessalônica devido a uma rebelião pagã deixa clara esta posiçao do imperador. Um dos conflitos entre a nova religião do Império com a tradição pagã era devido à condenação da homossexualidade, uma prática comum na Grécia antes e durante o domínio romano.
O imperador chegou a ser proibido pelo bispo Ambrósio de entrar em uma igreja sem que antes fizesse uma confissão pública. Teodósio I o fez, e a partir de então o poder da Igreja iniciou seu crescimento. A Igreja ganharia tamanho poder que acabou sendo um dos fatores que deram sobrevida ao Império do Oriente.
A divisão
Depois da morte de Teodoso, o Império se dividiu em dois(o império ocidental e oriental).
O fim do Império
O Império Romano sofreu invasão dos bárbaros (qualquer povo não-romano ou não-dominado-pelos-romanos) e, já enfraquecido, não conseguiu guerrear, vindo à ruína o maior e mais bem formado Império de todos os tempos.
A adopção do Cristianismo e a queda de Roma
Uma das questões sociológicas mais debatidas ao longo da história é a questão de saber se o Cristianismo contribuiu ou não para a queda do Império Romano do Ocidente.
- Santo Agostinho, pensador e religioso cristão do século V, refutava esta conexão.
- Edward Gibbon e David Hume, propagadores da ideologia do Iluminismo no século XVIII, foram da opinião contrária.
O Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano em 380. O Império Romano do Ocidente cairia cerca de 100 anos depois. (Ver Cristianismo).
Entre os séculos II e III, séculos em que o Cristianismo ganhou cada vez mais adeptos entre os Romanos, o Império começou a sentir os sinais da crise.
A diminuição do número de escravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras.
Com relação às invasões, é importante notar que a região européia do império passou a ser ocupada por povos nômades, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Vários desses povos foram considerados aliados de Roma e o império romano foi dividido por causa de invasores em quase toda parte de Roma.
Por outro lado, quando se fala em "sinais da crise" que estariam pretensamente relacionados ao cristianismo, na verdade se fala de um período extremamente conturbado no qual Império chegou a estar muito perto da derrocada. Por volta de 285, o imperador Diocleciano salvou o Império Romano do colapso, dando a ele um último fôlego. Tudo isso já ocorria numa época em que os cristãos eram somente uma minoria marginalizada.
A tentativa de responsabilizar o cristianismo pelos fortes problemas vividos em Roma durante os séculos II e III fica bastante enfraquecida quando se percebe que mesmo no início do século IV apenas 5 a 7 por cento dos romanos tinham se tornado cristãos; quase todos eles na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecera mais forte e estruturado durante a crise.
Além disso, mesmo na época da queda definitiva de Roma, o lado oriental continuava sendo o mais cristianizado. E foi esse lado mais cristão que continuou de pé na forma do Império Bizantino.
Tópicos relacionados com o Império Romano
- Imperador Romano - Lista de imperadores romanos
- Império Gaulês – Lista de imperadores gauleses
- Império Bizantino – Lista de imperadores bizantinos
- Outros tópicos relacionados com Roma Antiga
Fontes
Autores latinos
:Suetónio – Os doze Césares, biografias de Júlio César e dos 11 primeiros imperadores
:Tácito
:Ammianus Marcellinus
Autores gregos
:Eusébio de Cesareia
:Sozomen
Fontes modernas
:Edward Gibbon, A história do declínio e queda do império romano
Categoria:Roma Antiga
ja:ローマ帝国
ko:로마 제국
simple:Roman Empire
5 a.C.S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo II a.C. - S%C3%A9culo I a.C. - S%C3%A9culo I)
D%C3%A9cadas: 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C. 20 a.C. 10 a.C. - 0 a.C. - 0 10 20 30 40
Anos: 10 a.C. 9 a.C. 8 a.C. 7 a.C. 6 a.C. 5 a.C. 4 a.C. 3 a.C. 2 a.C. 1 a.C.
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Eventos
- Nasce Jesus Cristo, em Belém (existem dúvidas se teria nascido em 6 ou 5 a.C., mas já se sabe que ele não nasceu no dia 25 de dezembro do ano 1 a.C., como se costuma acreditar).
Nascimentos
Falecimentos
categoria:anos do s%C3%A9culo I a.C.
ko:기원전 5년
Otávio Augusto
Caio Júlio César Otaviano Augusto em Latim Gaius Julius Caesar Octavianus Augustus (23 de Setembro 63 a.C. - 19 de Agosto 14 AD) foi o primeiro Imperador romano. Chega ao poder através do segundo triunvirato, formado com Marco António e Lépido. A relação dos três homens, no entanto, depressa se deteriora e, na batalha de Actium, Marcos Vipsânio Agripa, seu general e amigo pessoal, derrota António. Depois destes eventos, Augusto torna-se no único senhor de Roma.
Nasceu em Roma, com o nome de Caio Octávio Turino (Gaius Octavius Thurinus) filho de um pai com o mesmo nome e Atia, uma sobrinha de Júlio César.
No entanto, sua mãe se casou com o nobre Felipe, senador de certo reconhecimento em Roma. Apesar do reconhecimento, Felipe era pouco influente e sua família estava fora dos círculos aristocráticos de Roma, e a única hipótese de progressão política era o tio-avô, então o homem mais poderoso de Roma. A 15 de Março de 44 a.C. César é assassinado por um grupo de senadores.
44 a.C.
É quando começa busca de Otávio pelo poder. No dia do assassinato do tio, Otávio se encontrava em Atenas a estudos, com os amigos Mecenas e Agripa. Com apenas 18 anos, Otávio parte para Roma. Ao chegar em Brundísio, a Décima Segunda Legião jura lealdade a Otávio e, em discurso às tropas, Otávio declara ser filho adotivo de Júlio César. Em Roma, Marco Antônio pede as tropas de Otávio em troca de proteção e privilégios políticos e Otávio recusa, ao mesmo tempo que paga os legados do testamento de Júlio César com o próprio dinheiro e se alia com Cícero.
Assim, Cícero começa a elogiar Otávio no Senado e atacar Marco Antônio.
Revoltado com a aliança, Marco Antônio acusa publicamente Otávio de planejar seu assassinato. Otávio publica então uma resposta ridicularizando a acusação. Marco Antônio simplesmente junta todas as tropas que pode e fecha o cerco sobre Décimo Bruto em Módena. Enquanto Marco Antônio se ocupava com a guerra, Otávio marcou uma audiência no Templo de Castor. O tribuno Tito Canúcio falou primeiro, atacando Marco Antônio. Logo depois Otávio começou seu discurso, que foi muito mal-aceito. Agripa contornou a situação mas os senadores romanos deixaram de apoiar Otávio. Na mesma noite, Otávio foi obrigado a fugir de Roma. Temporariamente se estabeleceu na Sabina, onde reuniu seu estado-maior e logo depois foi para Arezo, onde recrutou tropas para invadir Roma com a força das armas. Logo depois da invasão, Otávio foi eleito cônsul. Otávio fez a Corte sancionar a sua adoção (ver adopção em Roma) por Júlio César, se tornando Caio Júlio César Otaviano(Gaius Julius Caesar Octavianus) e passa a ser conhecido como Otaviano.
Numa tentativa de se reconciliar, Marco Antônio e Otaviano formaram o Segundo Triunvirato, juntamente com Marco Emílio Lépido. Junto com o triunvirato são estabelecidas proscrições e ambas as medidas são aprovadas pelo Senado Romano.
Os três se juntaram na Batalha de Filipos, onde derrotaram os últimos assassinos ainda vivos de Júlio César, Caio Cássio Longino e Marco Júnio Brutus. Após a batalha, Otaviano conheceu o poeta Virgílio e passou a financiar sua arte.
O mês Agosto foi baptizado como Augustus em sua homenagem; até então designava-se Sextilis.
Por isso, no plano cultural o Século de Augusto foi muito
produtivo e cheio de promessas criadoras, inaugurando uma época
clássica para a arte européia, um classicismo latino que, ainda na
Renascença, mil anos depois, estaria dando frutos. Augusto fundou
bibliotecas públicas; a literatura latina, primitivamente,
influenciada pelos gregos, adquiriu independência e se tornou uma das
mais brilhantes do mundo ocidental.
- Árvore genealógica dos imperadores Julio Claudianos
- Filho de Deus
Categoria:Imperadores romanos
ja:アウグストゥス
ko:아우구스투스
Cleópatra VII do Egiptoright
Cleópatra VII do Egipto ou Cleópatra VII Filopator - Κλεοπάτρα θεά φιλοπάτωρ (Alexandria, Dezembro de 70 a.C. ou Janeiro de 69 a.C. - 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última Faraó e Rainha da Dinastia Lágida da linhagem ptolomaica (da Macedónia) que dominou o Egito após os gregos terem invadido aquele país. Era filha de Ptolomeu XII do Egipto e da sua irmã Cleópatra V Trifena. O nome Cleópatra é grego e significa "Glória do pai"; o seu nome completo, "Cleopatra Thea Philopator" significa "A Deusa Cleópatra, Amada de Seu Pai".
É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la (sem grande notoriedade). Nunca foi a detentora única do poder no seu país - de facto co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de facto.
Biografia
Cleópatra começou a governar ainda em vida de seu pai, Ptolomeu XII, como co-regente. Subiu ao trono do Egito na Primavera de 51 a.C., após a morte do pai, em conjunto com o irmão Ptolomeu XIII do Egipto (com quem casou e que era contra a dominação romana). Era, na altura, a filha mais velha de Auletes, depois de duas das suas irmãs, mais velhas que ela, terem morrido. Tinha ainda uma irmã mais nova chamada Arsinoë. Mais tarde, governaria com o seu irmão Ptolomeu XIV, Caesarium, após a morte dos seus outros irmãos, de 44 a.C. a 30 a.C.. Como o trono, durante esta dinastia, era transmitido por via matrilinear, os reis (homens) eram obrigados a casarem-se com as irmãs, de modo a poderem ascender ao poder. A sua relação com os irmãos não foi pacífica e foi o foco de um período de instabilidade política. Em 48 a.C., os conselheiros de Ptolomeu XIII, dirigidos pelo eunuco Fotino, destituíram Cleópatra do trono, forçando-a a exilar-se do Egipto. A sua irmã, Arsinoë, acompanhou-a. Nesse mesmo ano, contudo, Ptolomeu colocou o seu lugar no trono em perigo ao imiscuir-se nos assuntos de Roma. Quando Pompeu, exilado depois da vitória de Júlio César, chegou a Alexandria pedindo asilo, Ptolomeu decidiu assassiná-lo de modo a obter o favor de César. César, contudo, ficou de tal modo chocado pela barbaridade do acto que decidiu atacar a cidade, impondo-se árbitro nas disputas entre Cleópatra e Ptolomeu. Note-se que Pompeu tinha casado com a filha de César, que morreu dando à luz um filho. Depois de uma curta guerra, Ptolomeu XIII foi morto e César repôs Cleópatra no poder, como Ptolomeu XIV como co-regente. Conta Plutarco, num episódio lendário da sua biografia dos Césares, que Cleópatra marcou um encontro com Júlio César, quando este chegou ao Egipto,no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe dar um presente, que consistia num tapete. Este, ao ser desenrolado, mostrou que a própria rainha estava em seu interior. Cleópatra teria então argumentado que tinha ficado encantada com as histórias amorosas de César, tendo ficado desejosa de o conhecer. Tornou-se, assim, seu amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país. O Egipto manteve-se independente, mas sob a protecção de Roma que aí deixou três legiões romanas. Ainda no Egipto, Cleópatra deu à luz Ptolomeu XV Caesar, conhecido como Caesarion, ou Cesarion, que significa pequeno César. César recusou-se a torná-lo seu herdeiro, honra que coube a Octaviano. Cleópatra visitou Roma, com o filho, de 46 a.C. a 44 a.C. e estavam os dois presentes na cidade quando César foi assassinado. Pouco depois, voltou para o Egipto onde Ptolomeu XIV tinha morrido em circunstâncias misteriosas. Há quem suponha que a própria Cleópatra o tenha mandado envenenar. Cesarion passou a ser seu co-regente.
Em 42 a.C., Marco António, um dos triúnviros que governava Roma após o vazio governativo causado pela morte de César, convocou-a a encontrar-se com ele em Tarso para responder a questões relacionadas com a sua lealdade. Cleópatra chegou com grande pompa e circunstância, o que encantou António. Passaram juntos o inverno de 42 a.C. a 41 a.C. em Alexandria. Ficou grávida pela segunda vez, desta vez com gémeos que tomariam o nome de Cleópatra Selene e Alexandre Helios.
Quatro anos depois, em 37 a.C., António visitou de novo Alexandria, quando se encontrava numa expedição contra os Partos. Recomeçou então a sua relação com Cleópatra, passando a viver em Alexandria. É possível que se tenha casado com Cleópatra segundo o rito egípcio (uma carta, citada por Suetónio leva a crer nessa hipótese), ainda que nessa altura estivesse casado com Octávia, irmã do triúnviro Octávio. Cleópatra deu então à luz outro filho, Ptolomeu Filadelfo. Durante as Doações de Alexandria, no final de 34 a.C., a seguir à conquista da Arménia, Cleópatra e Cesarion foram coroados co-regentes do Egipto e Chipre; Alexandre Helios foi coroado governate da Arménia, Média e Pártia; Cleópatra Selene foi coroada governante da Cirenaica e Líbia. Ptolomeu Filadelfo tornou-se o governante da Fenícia, Síria e Cilícia. Cleópatra recebeu também o título de Rainha dos Reis.
O Senado romano declarou-lhes guerra em 31 a.C.. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Actium, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C.
Categoria:Faraós
Categoria:Suicidas
ja:クレオパトラ7世
simple:Cleopatra
th:คลีโอพัตรา
Horácio
- Horácio, poeta romano: Quintus Horatius Flaccus. (65 a.C. - - 8 a.C.).
- Horácio, personagem de história em quadrinhos.
Júlio César
- Caio Júlio César - Ditador da Roma Antiga.
- Júlio César Soares de Espíndola - Futebolista do Brasil (goleiro).
- Júlio César da Silva - Futebolista do Brasil (zagueiro).
- Júlio César Santos Correa - Futebolista do Brasil (zagueiro).
- Júlio César Baptista - Futebolista do Brasil (atacante).
ja:ガイウス・ユリウス・カエサル
ko:율리우스 카이사르
simple:Julius Caesar
Marco AntónioMarco Antônio (em Latim: Marcus Antonius) (82 a.C. - 31 a.C., filho de Marco Antônio Crético e Júlia Antónia, ficou conhecido por ser o braço direito de Júlio César, que ajudou em várias campanhas na Gália e na guerra civil. Casou com Fúlvia, de quem teve dois filhos, mas esta se meteu em conflitos políticos e acabou sendo exilada e morta. Marco Antônio ficou famoso na sua oratória perante o corpo de Júlio César - e, junto com Otávio e Lépido vingou todos os assassinos do Ditador, formando depois o segundo triunvirato Romano no qual Otávio ficou com Ocidente, Marco Antônio ficou com Oriente e Lépido com a África. O triunvirato teve pouca duração, e Otávio neutralizou o poder de Lépido transformando-o em apenas Sumo-Pontifíce e se voltou contra Marco Antônio, que ouviu boatos de que Cleópatra VII do Egipto estaria ajudando Otávio e a intimou a se encontrar com ele na Trácia.
Marco Antônio era um homem com vícios vulgares, bebarrão e mulherengo e ao saber disso Cleópatra preparou um magnífico banquete no navio dela para recebê-lo, seduziu-o e os dois se tornaram amantes. Logo Marco Antônio teve que voltar a Roma e Otávio propôs um casamento político entre Marco Antônio e Otávia, sua irmã. Quatro anos depois, ele voltou ao Egito onde repudiou a mulher e se casou com Cleópatra nos rituais egípcios, e tiveram três filhos: Cleópatra Selene, Alexandre Hélios e Ptolomeu XVI Philomentor. Otávio declarou guerra aos dois na batalha Naval de Actium, que fica na costa da Grécia, onde obteve a vitória; um ano depois ele derrotou os dois amantes numa batalha em terra firme, onde logo após Marco Antônio e Cleópatra se suicidaram.
Os filhos deles foram criados por sua ex-mulher Otávia.
categoria:República Romana categoria:Suicidas
ja:マルクス・アントニウス
ms:Marcus Antonius
Virgílio
Publius Vergilius Maro (15 de Outubro de 70 a.C. - 19 a.C.), conhecido como Virgílio, foi um poeta romano.
Sua obra mais conhecida é a Eneida. Foi considerado ainda em vida como o grande poeta romano e expoente da literatura latina. Seu trabalho foi uma vigorosa expressão das tradições de uma nação que urgia pela afirmação histórica, saída de um período turbulento de cerca de dez anos, durante os quais revoluções seguiram-se a revoluções.
Biografia
Nasceu em um vilarejo perto de Mântua de uma família pobre.
Estudou Filosofia e Retórica com grandes mestres em Roma, e passou a freqüentar os círculos intelectuais da cidade. Protegido do ministro Mecenas, que se tornou seu patrono, torna-se o poeta oficial do imperador Augusto. Em algumas de suas obras, como Bucólicas e Geórgicas, utiliza elementos da cultura helênica e trata com freqüência da nostalgia da vida do campo.
Para atender a uma encomenda feita por Augusto, que quer dar uma origem nobre ao Império Romano, faz a Eneida. Nessa obra, narra a viagem do troiano Enéias, encarregado pelos deuses de lançar na região do Lácio a pedra fundamental de uma cidade sagrada, Roma. Leva cerca de dez anos para escrever Eneida e morre antes de considerá-la totalmente terminada.
Classificada por críticos como sentimental, melancólica e muito bem construída, a sua poesia influenciou muitos autores da Idade Média.
Categoria:Roma Antiga
Categoria:Século I a.C.
ja:ウェルギリウス
ko:베르길리우스
ms:Virgil
simple:Virgil
Década de 80 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. 90 a.C. - 80 a.C. - 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C.
Anos:
89 a.C. - 88 a.C. - 87 a.C. - 86 a.C. - 85 a.C. - 84 a.C. - 83 a.C. - 82 a.C. - 81 a.C. - 80 a.C.
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categoria:Século I a.C.
Década de 70 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. 90 a.C. 80 a.C. - 70 a.C. - 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C. 20 a.C.
Anos:
79 a.C. - 78 a.C. - 77 a.C. - 76 a.C. - 75 a.C. - 74 a.C. - 73 a.C. - 72 a.C. - 71 a.C. - 70 a.C.
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categoria:Século I a.C.
Década de 60 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 110 a.C. 100 a.C. 90 a.C. 80 a.C. 70 a.C. - 60 a.C. - 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C. 20 a.C. 10 a.C.
Anos:
69 a.C. - 68 a.C. - 67 a.C. - 66 a.C. - 65 a.C. - 64 a.C. - 63 a.C. - 62 a.C. - 61 a.C. - 60 a.C.
----
categoria:Século I a.C.
Década de 40 a.C.Categoria:Século I a.C.
Séculos: Século II a.C. – Século I a.C. – Século I
Décadas: 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. - 40 a.C. - 30 a.C. 20 a.C. 10 a.C. 0 a.C.
Anos
49 a.C. | 48 a.C. | 47 a.C. | 46 a.C. | 45 a.C. | 44 a.C. | 43 a.C. | 42 a.C. | 41 a.C. | 40 a.C.
Década de 20 a.C.Categoria:Século I a.C.
Séculos: Século II a.C. – Século I a.C. – Século I
Décadas: 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C. - 20 a.C. - 10 a.C. 0 a.C. 0 10
Anos
29 a.C. | 28 a.C. | 27 a.C. | 26 a.C. | 25 a.C. | 24 a.C. | 23 a.C. | 22 a.C. | 21 a.C. | 20 a.C.
Década de 10 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C. 30 a.C. 20 a.C. 10 a.C. 0 a.C. 0 10 20 30
Anos: 19 a.C. 18 a.C. 17 a.C. 16 a.C. 15 a.C. 14 a.C. 13 a.C. 12 a.C. 11 a.C. 10 a.C.
categoria:Século I a.C.
100 a.C.Séculos: Século III a.C. – Século II a.C. – Século I a.C.
Décadas: 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. - 100 a.C. - 90 a.C. 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C.
Anos: 105 a.C. 104 a.C. 103 a.C. 102 a.C. 101 a.C. - 100 a.C. - 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C.
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Eventos
-
Nascimentos
- 13 de Julho – Júlio César, general e estadista romano
Falecimentos
-
Categoria:Anos do século II a.C.
99 a.C.S%C3%A9culos: (S%C3%A9culo II a.C. - S%C3%A9culo I a.C. - S%C3%A9culo I)
D%C3%A9cadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 104 a.C. 103 a.C. 102 a.C. 101 a.C. 100 a.C. 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
categoria:anos do s%C3%A9culo I a.C.
98 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 103 a.C. 102 a.C. 101 a.C. 100 a.C. 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C. 93 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
Categoria:Anos do século I a.C.
97 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 102 a.C. 101 a.C. 100 a.C. 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C. 93 a.C. 92 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
Categoria:Anos do século I a.C.
96 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 101 a.C. 100 a.C. 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C. 93 a.C. 92 a.C. 91 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
Categoria:Anos do século I a.C.
95 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 100 a.C. 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C. 93 a.C. 92 a.C. 91 a.C. 90 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
Categoria:Anos do século I a.C.
94 a.C.Séculos: (Século II a.C. - Século I a.C. - Século I)
Décadas: 140 a.C. 130 a.C. 120 a.C. 110 a.C. 100 a.C. - 90 a.C. - 80 a.C. 70 a.C. 60 a.C. 50 a.C. 40 a.C.
Anos: 99 a.C. 98 a.C. 97 a.C. 96 a.C. 95 a.C. 94 a.C. 93 a.C. 92 a.C. 91 a.C. 90 a.C. 89 a.C.
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Eventos
Nascimentos
Falecimentos
Categoria:Anos do século I a.C.
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